Engodo

Vereadores, nossos deputados – Domingos Sávio (PSDB), Fabiano Tolentino (PPS) e Cleitinho (Cidadania) – precisam ficar atentos às obras da Copasa na construção do sistema de tratamento de esgoto. É que a empresa está construindo a grande Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no bairro Candelária, mas ainda não começou a construir os interceptores nas margens dos vários riachos de Divinópolis, que se tornaram esgoto a céu aberto. Estes riachos desembocam no rio Itapecerica, poluindo-o diariamente, com os esgotos residenciais e industriais recebidos dos bairros por onde passam. Por isso, não podem desaguar no rio Itapecerica sem a defesa dos interceptores.

ETE de Ermida

Consta do contrato assinado entre a Prefeitura de Divinópolis e a Copasa, para a construção do sistema de tratamento de esgoto, o compromisso da implantação de uma ETE em Santo Antônio dos Campos (que não é mais distrito). Esta é a maior obra a ser construída no bairro. É que todo o esgoto da região é despejado no ribeirão Ermida e, poluído, ele compromete todo o sistema de irrigação da agricultura familiar das comunidades rurais, a jusante de Ermida. De olho, edis!

Bezito volta?

O prefeito Galileu Machado (MDB) perdeu alguns amigos queridos neste mandato, pessoas competentes e qualificadas profissionalmente às funções para as quais foram nomeadas. Falo do ex-assessor especial, Fausto Barros, e especialmente de Cleber Greco, ex-secretário do Meio Ambiente. Bezito, como é conhecido, foi exonerado atendendo a recomendação do promotor de Justiça Leandro Willi, à época coordenador regional da Promotoria de Justiça de Meio Ambiente do Alto São Francisco. O promotor justificou que havia farta documentação denunciando práticas abusivas e contrárias à legislação ambiental. Mas, ao final, Bezito foi absolvido dessas acusações. Fica a pergunta:

Bezito volta como titular da Secretaria de Meio Ambiente? Com a palavra, Galileu!

Salário mínimo: “invencionice”

Sempre leio a coluna “Crepúsculo da lei”, do colega de jornal, professor de criminologia e direito penal, Domingos Sávio Calixto. Na de quarta-feira, 9, ele escreveu sobre “Mitos Jurídicos que se perpetuam no Brasil”. Apenas dez mitos foram lembrados. No item 7, ele

tratou do salário mínimo. “Jamais houve salário mínimo no Brasil, nos moldes determinados pela Constituição, ou seja, uma remuneração que atenda ao trabalhador minimamente, em termos de moradia, alimentação, saúde, educação, lazer, vestuário e transporte”, escreveu o professor.

De fato! O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o salário mínimo em maio deveria ter sido de R$ 4.259,90.

Salário mínimo: R$ 4.259,90.

De acordo com o Dieese, o salário mínimo em maio de 2019 deveria ter sido de R$ 4.259,90, que é o necessário para sustentar uma família de quatro pessoas. No entanto, o salário mínimo vigente é de R$ 998, ou seja, menos de ¼ do valor indispensável. Ou, invertendo: o valor ideal e imprescindível para o salário-mínimo, tal como posto na Constituição Federal (CF), é 4,27 mais que o valor que lhe é efetiva e minguadamente atribuído. A estimativa é do Dieese. O departamento faz mensalmente a divulgação de estimativa de quanto deveria ser o salário mínimo para atender às necessidades básicas do trabalhador e de sua família, nos parâmetros definidos na CF, que abrangem: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social.

Esquema criminoso

Lula tentou derrubar Henrique Meirelles do Banco Central porque o economista não apoiava o esquema do governo petista. Veja como: o ex-ministro Antônio Palocci, homem de confiança de Lula, contou à Polícia Federal (PF) como Guido Mantega articulou, em 2009, a demissão do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para que este não atrapalhasse o esquema de venda de informações privilegiadas. Lula alegava que, para “viabilizar” a campanha de Dilma em 2010, precisaria de alguém no comando do BC, “ajudando” o PT. Deu a ordem durante reunião com Mantega e José Carlos Bumlai, segundo Palocci. Mas não conseguiu derrubar Meirelles. Por isso, disse Palocci, Lula ficou “muito aborrecido”. Tudo isso está no anexo 9, item 2, da delação de Palocci.

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