Empresas do Centro-Oeste geram menos empregos

Veículos automotores, construção e borracha fecharam com números no vermelho

Pablo Santos

As empresas do Centro-Oeste de Minas Gerais abriram 1,2 mil vagas a menos em 2019, quando confrontado com o mesmo período ano passado. Alimentos, vestuários, metal e minerais tiveram salto na geração de empregos, no entanto, a forte queda do setor de veículos automotores, construção e borracha jogaram os números para baixo.

De acordo com os dados da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), foram criadas no ano passado, até setembro, 6.896 oportunidades de trabalho nas 76 cidades do Centro-Oeste. Já neste ano, foram 5.695 postos abertos, ou seja, 1.201 vagas formais a menos comparando os dois períodos.

O setor de veículos automotores na região foi o com maior declínio de um ano para o outro. Até setembro, foram cortadas 421 oportunidades com carteira assinada. No mesmo período do ano passado, 254 vagas foram criadas no setor.

O segmento de borracha e plástico do Centro-Oeste encerrou 233 postos formais neste ano e, em 2018, abriu 58, apontaram os dados da Fiemg.

O setor de produtos químicos eliminou, neste ano, até setembro, 197 vagas com carteira assinada, no mesmo período do ano passado abriu, coincidentemente, 197.

As obras de infraestrutura tiveram uma das maiores diferenças. No acumulado de 2019, foram encerradas 194 oportunidades formais e, no mesmo período de 2018, foram criadas 1.106.

Positivo

Apesar da queda, alguns setores estão com saldo positivo. A indústria extrativa, por exemplo, criou 483 vagas neste ano no Centro-Oeste, contra 232 do ano passado. A indústria alimentícia também abriu postos: 1.165 em 2019, contra 554 do mesmo período do exercício anterior.

O setor vestuário da região dobrou as oportunidades. Foram 533 neste ano até setembro e 275 em 2018. O setor de metal abriu 313 vagas em 2019 e, no ano passado, apenas uma.

Divinópolis

Já em Divinópolis, foram encerradas, no mês passado, 321 oportunidades com carteira assinada, de acordo os dados do Ministério da Economia. Comércio e o setor serviços foram os segmentos com maior declínio.

Comentários
×