Emprego perde força em março

 

Pablo Santos

A geração de emprego com carteira assinada em Divinópolis perdeu força em março. O saldo do emprego é o pior em dois anos para o mês. O desempenho dos postos de trabalho acompanha a tendência nacional, de acordo com os dados apresentados pelo Ministério da Economia.

Em março, a cidade abriu 85 vagas formais de emprego, registrando o pior desempenho em dois anos. O saldo é referente às 2.034 admissões contra as 1.949, conforme as estatísticas.

Em março do ano passado, foram criados em Divinópolis 456 postos de trabalho no mesmo período, e, em 2017, o desempenho também foi melhor, com 106 oportunidades formais criadas.

Já em 2016 foram 56 vagas abertas, pior desempenho na comparação com as 85, de 2019, para o mês de março.

O setor de serviços de Divinópolis abriu o maior número de oportunidades em março: 52. Na sequência, aparece a indústria da transformação, com 33, e a construção civil, com 15.

O comércio ainda sofre com os números negativos. Foram encerrados, no mês passado, 23 postos de trabalho com carteira assinada.

No mês anterior, de acordo com o Ministério da Economia, Divinópolis abriu 369. Conforme os números apresentados, foi o melhor fevereiro da história. Somente no mesmo mês de 2010, a geração de empregos passou perto, com 360 oportunidades criadas naquele fevereiro na cidade.

Brasil

O Brasil fechou 43.196 empregos com carteira assinada em março, de acordo com o Ministério da Economia. É o pior saldo para o mês desde 2017, quando foram fechadas 63.624 vagas. Em março do ano passado, o resultado foi positivo, com 56.151 oportunidades abertas. Apesar do fechamento de vagas no mês passado, o país acumulou criação de 179.543 postos no primeiro trimestre, de acordo com o governo.

No mês anterior, o saldo havia ficado positivo, com 173.139 admissões (1.453.284 admissões e 1.280.145 demissões). Com isso, no acumulado do bimestre (fevereiro/março), o saldo está em 129.943.

A maior perda registrada em março foi no setor de comércio, que apresentou uma diminuição de 28.803 vagas, seguido de agropecuária (-9.545), construção civil (-7.781), indústria da transformação (-3.080) e serviços industriais de utilidade pública (-662). Três setores tiveram resultados positivos: serviços (4.572), administração pública (1.575) e extrativa mineral (528).

 

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