Emprego industrial perde força no Centro-Oeste

 

Pablo Santos

O emprego industrial no trimestre recuou 16% nas empresas do Centro-Oeste. Setores como calçados, metalurgia e móveis cortaram oportunidades nos primeiros três primeiros meses de 2019. Apesar da queda, alguns segmentos, alimentos e vestuário, por exemplo, tiveram alta no emprego, mas insuficiente para o crescimento geral.

De acordo com os dados da Federação das Industrias de Minas Gerais (Fiemg), foram criadas, nas indústrias do Centro-Oeste, 4.027 vagas nos primeiros três meses. No mesmo período de 2018, foram criadas 4.813, ou seja, queda de 16%, em relação ao ano passado.

A indústria calçadista é o maior gerador de emprego do Centro-Oeste. Nos primeiros três meses do ano, foram 2.642 oportunidades criadas no segmento, no entanto no ano passado esse número foi maior: 2.916.

A metalurgia foi outro setor com queda no volume de postos de trabalho. Neste ano, foram 112 novas vagas, contra 310 do ano passado nos três primeiros meses.

O segmento de móveis também perdeu fôlego. No ano passado foram abertas 125 vagas de trabalho no primeiro trimestre de 2019, mas neste ano o número caiu para 80.

O setor de máquinas e equipamentos criou 35 oportunidades de trabalho no trimestre do ano passado. Já em 2019 foram apenas 15 nas empresas da região.

 Alta

Apesar de no geral a indústria regional amargar perda no volume de postos de trabalho, alguns setores apresentaram crescimento.

A indústria de alimentos, por exemplo, abriu 696 postos de trabalho no Centro-Oeste nos três primeiros meses de 2019. No ano passado, foram 614, de acordo com a Fiemg.

O vestuário e acessórios criou 302 vagas no trimestre de 2019, contra 231 do mesmo período de 2018.

Os produtos de metal, nos primeiros três meses, abriram 91 oportunidades de trabalho, contra 49 do mesmo período do ano passado.

 

 

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