Em chamas

Preto no Branco - Em chamas  

Minas Gerais  ‒ que é destaque no Brasil por ser exemplo em diversos setores, pois costuma sair na frente em iniciativas que servem de modelo  ‒, neste ano, infelizmente, há dias é assunto negativo, visto que o fogo está devastando seu cerrado, sua mata e ameaçando nascentes e rios. O estado lidera o ranking atual por estar, literalmente, em chamas ‒ mesmo depois da chuva que caiu em algumas regiões na noite de domingo. Tudo isso por quê? Simplesmente pela irresponsabilidade do homem que vive bitolado nos seus próprios interesses e há muito deixou o egocentrismo dominar a sua vida. Sacrifica a do outro em troca de benefícios que satisfaçam seus egos. E daí? Afinal, o que são minha cidade, meu estado e meu país diante dos meus interesses? Se você não conhece, seja bem-vindo ao mundo de hoje, especialmente ao Brasil.

Alô, vereadores 

É visível para quem acompanha, mesmo que pouco, os trabalhos dos vereadores da Câmara de Divinópolis ‒ onde, pelo menos 30% deles amam posar para fotos em bairros carentes de infraestrutura ‒ o tal de “gabinete na rua”, de “o prefeito ter atendido ao meu pedido” e de “aqui trabalha”, até dá gosto de ver os vídeos. Sugestão: aproveitem essa “onda” e deem um pulo na Rodovia dos Batistas, como é conhecida a estrada de terra que liga o bairro Ipiranga ao Liberdade e há anos é “empurrada com a barriga” por várias administrações. Já houve alegações de que se trata de um trecho estadual, por isso, é mais complicado de se realizar as melhorias. E se for? Para que servem os deputados? E os vereadores? Que neste caso têm papel fundamental de fazer a denúncia e ajudar nas sugestões e soluções. Caso os nobres não saibam, é em uma parte dela que estão as nascentes que abastecem a Lagoa do Sidil. E é exatamente lá onde se despeja a maior quantidade de lixo e entulhos. A fiscalização parece ter se esquecido daquele pedaço, enquanto os porcos “nadam de braçada”, jogando de tudo. Como fiscalizadores do povo e a promessa da atual administração de se fazer uma gestão diferenciada, então está na hora. Mãos no teclado, ou melhor, à obra.

Pensando nela 

Nas eleições, é claro. Afinal, o que se faz neste país que não seja visando os processos eleitorais que acontecem de dois em dois anos? O exemplo mais recente é o novo código eleitoral.  A Câmara dos Deputados aprovou na última semana o projeto de lei complementar que estabelece as mudanças. O texto-base foi aprovado por 378 votos favoráveis e 80 contrários. O documento tem quase 900 artigos e reformula a legislação partidária e eleitoral. Parlamentares continuarão a análise de destaques nesta semana. Para que entre em vigor nas eleições de 2022, o texto deve ser aprovado até o fim deste mês na Câmara e Senado. A relatora, a deputada Margarete Coelho (PP-PI), diz que a proposta tem por princípio diminuir a judicialização das eleições no país. Mas será que é só isso mesmo? Se bem que, nesse ponto, ela tem razão. Ninguém merece uma norma que implica diretamente na substituição das preferências políticas do povo. Por outro lado, a proibição de se divulgar pesquisas eleitorais na véspera e no dia do pleito já não é bem vista por muitos. Porque os eleitores que ainda ficam em dúvida em relação às suas escolhas têm o direito de ter conhecimento dos últimos números e das posições na pesquisa dos candidatos ‒ já lhes são tirados tantos direitos. Além disso, prevê a obrigação dos institutos de informar o percentual de acertos nos levantamentos realizados nas últimas cinco eleições. Ou seja, dificulta por todos os lados, tudo pelo medo de perder uma disputa que, até este dia, poderia estar ganha.

Memória curta 

Essa história de político ficha suja ter “mãos passadas na cabeça” e depois voltar com a cara de pau de sempre para se candidatar é um absurdo. Nesse sentido, o novo código eleitoral estabelece o limite de oito anos para perda dos direitos políticos com base na Lei da Ficha Limpa. Hoje, o período pode ser maior em virtude da judicialização. Reduzido o tempo, quem sabe ajudam os eleitores a se lembrarem do sujeito que aprontou? Levando em conta, é claro, que o brasileiro tem a memória tão curta!

Muito merecido 

O querido bairro Porto Velho, um dos mais antigos de Divinópolis, está em festa. São 75 anos de fundação, ou seja, irmão terceiro de Divinópolis, pode-se assim dizer. Quem nunca morou no bairro? Especialmente aquelas pessoas que aqui chegaram quando ele estava ainda se desenvolvendo, tempo em que o nosso rio Itapecerica tinha ainda suas águas cristalinas. Além disso, a proximidade do Centro e a cordialidade dos moradores atraíam muita gente. E não tem como falar do bairro e dessa data especial sem citar nomes importantes que contribuíram para a sua pujança, como Firmino Aguiar, Joaquim dos Zoles, Zé de Melo, Wilson Medeiros, Geraldo Magela, Márcio Chula, Edsom Sousa e muitos outros, os quais a coluna se desculpa por não haver espaço para todos. Este PB parabeniza esse que já pode ser chamado de senhor, mas que se encaixa perfeitamente naquela frase: “Quanto mais velho, melhor”! 





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