Eles merecem

Eles merecem

 

Enfim os servidores municipais podem marcar algo para o fim do ano e comprar os presentinhos desta época. A Prefeitura vai pagar o 13º a começar pela Educação. Eles receberão no próximo dia 20. Os demais terão seus benefícios depositados em 20 de janeiro. Os educadores receberão primeiro graças aos recursos vinculados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Não existe nada pior do que ficar na expectativa se pode fazer compromisso com o dinheiro ou não. Sem falar que é um direito de quem rala o ano inteiro, muitas vezes com salário que mal dá para pagar a comida. É neste dinheiro que eles apostam as fichas, quem sabe para pagar dívidas ou poder, pelo menos, celebrar o Natal com uma imitação de ceia.

 

Tratamento injusto

 

Enquanto isso, no Estado, bastou o secretário de Estado de Governo de Minas, Bilac Pinto, confirmar que a primeira parcela do 13º salário dos funcionários da segurança pública será paga neste ano, independente da realização do leilão do nióbio, para a indignação tomar conta dos servidores de outras categorias. Mesmo o pagamento tendo sido acordado durante reunião com o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Otto Levy, em 7 de outubro com sindicatos e representantes da categoria, muita gente foi para redes sociais reclamar. “Esta diferenciação de tratamento é simplesmente revoltante! Os profissionais da Educação também precisam urgente de uma recomposição salarial”, disse um dos internautas. Ele está errado? De jeito nenhum. Todas as categorias têm direitos e devem ser respeitados. Privilegiar uns é desdenhar da cara dos outros.

 

Depende de operação

 

A quitação do benefício aos servidores da segurança pública será feita em três parcelas, sendo a primeira em 21 de dezembro, e as outras duas nos dias 21 de janeiro e de fevereiro. Já em relação ao restante do funcionalismo, que tem acima de R$ 2 mil para receber, depende da operação do nióbio, pois o governo precisa arrecadar recursos para pagar o 13º e colocar em dia o salário nos próximos seis meses.  O temor dos demais funcionários públicos é caso a operação esbarre em algum trâmite burocrático e demore muito ou nem saia. Aí seria um desastre como neste ano, quando muitos terminaram de receber a última parcela no mês passado. No entanto, uma coisa pode se dizer: o governador está tendo boa vontade.

 

Aconteceu de novo

 

Para reprise, mas infelizmente não. Mais uma vez, envolve uma pessoa famosa, ocorrência fora do Brasil, e uma mulher termina espancada. Desta vez, a esposa do goleiro Jean, do São Paulo, Milena Bemfica, foi quem acusou o marido de agressão. Em uma sequência de vídeos publicados no Instagram e logo depois apagados, Milena aparece com o rosto inchado e afirma que apanhou do jogador após um desentendimento durante a viagem de férias para Orlando, nos Estados Unidos. Em outro vídeo, é possível notar que, enquanto Milena gravava a acusação, se ouvia ao fundo uma voz masculina. Logo depois, ela divulgou a captura de tela de uma conversa que teve com o jogador após a divulgação das acusações. No diálogo, Jean faz uma ameaça. "Parabéns. Terminou com a minha carreira. E suas filhas vão passar fome", disse o goleiro. Talvez ridícula seria a palavra para ilustrar esta situação. Mas não. Não há nada que possa justificar ou mesmo descrever um ato deste. E o pior: se repete cotidianamente, porém só aparecem quando envolve alguém conhecido ou a vitima tem coragem de denunciar. Imagine quantos Milenas e Jeans não existem por aí!

 

Ataque ao cerne

 

E é exatamente o aumento dos casos de agressões às mulheres e feminicídios registrados no Brasil que pode virar alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados. A ideia é da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que quer investigar as causas da violência contra a mulher que resulta em morte para poder propor políticas públicas que ataquem o cerne dessa questão e não se limitem à punição do crime. Até que enfim alguém pensou na prevenção. No Brasil, ninguém ainda enxergou o óbvio, de que tratar as causas é muito melhor do que as consequências.

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