Educadores estaduais decidem manter greve

 

Gisele Souto

A greve dos servidores da educação em Minas Gerais já dura 21 dias e, pelo jeito, vai durar muito mais.  Isso porque o Governo do Estado, pelo menos por enquanto, diz que não vai ceder. A declaração é do secretário de Estado de Governo, Odair Cunha.

Em entrevista ao portal do Jornal O Tempo, ontem, ele disse ser impossível atender às demandas no momento, tendo em vista a atual situação financeira do Estado. Afirmou ainda que, se o governador Fernando Pimentel (PT) atender às reivindicações do Sindicato Único dos Servidores em Educação (Sind-Ute), estará “cometendo um crime”.

Com a negativa do Governo, os servidores decidiram manter o movimento por tempo indeterminado. A adesão em Minas, segundo o próprio sindicato, é de cerca de 40%.

Divinópolis

O quadro em Divinópolis permanece quase o mesmo da semana passada, apenas com uma troca de escolas. Voltaram as aulas na São Vicente, no bairro Niterói. E entrou na greve a Patronato Bom Pastor, no bairro de mesmo nome.

Além dela, continuam paralisadas a Dona Antônia Valadares, a primeira a aderir ao movimento, e a Joaquim Nabuco, que parou na última sexta-feira, 23. Somando as três escolas, cerca de 2,1 mil alunos estão sem aula na cidade. Já a quantidade de educadores é cerca de 200.

A Dona Antônia Valadares, na região central, é a que tem maior número: 1,5 mil alunos e aproximadamente cem servidores. Na Patronato Bom Pastor, apenas parte dos educadores parou; seis no total. A quantidade de alunos sem aulas soma apenas 74.

Em todo o município, são 35 escolas e cerca de 23 mil alunos. Na Superintendência Regional de Ensino (SRE), o número de servidores parados caiu de 18 para 11.

Reivindicações

Os educadores estão em greve desde o dia 8 de março e fazem, entre outras, as seguintes exigências: o pagamento do piso salarial conforme acordo assinado entre o sindicato e o governo do Estado; o fim do parcelamento dos salários e do 13º; e o cumprimento dos acordos assinados.

Negativa

Na visão do Sind-Ute, aceitar a proposta do Governo significaria acrescentar uma regra, inexistente no Acordo assinado em 2015 e que também não está na Lei Estadual 21.710/15. Ainda na avaliação do sindicato, significaria aceitar uma cláusula de barreira e abrir mão do pagamento do piso salarial neste e nos próximos anos.

 

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