Educadores estaduais debatem greve em assembleia local

 

Gisele Souto

A paralisação dos servidores da educação chegou a um mês e três dias. Desde o dia 8 de março, quando se iniciou o movimento, os grevistas vêm cumprindo uma agenda cheia, o que eles chamam de calendário da grave.

Sob coordenação do Sindicato Único dos de Minas Gerais (Sind-Ute), realizaram até agora pelo menos três assembleias estaduais com a participação dos Trabalhadores em Educação de todo o estado. Ontem, foi dia de mais uma e foi deliberado que, sem nova proposta por parte do Governo do Estado, a greve continua.

Em Divinópolis

O movimento em Divinópolis não foi o esperado pelo sindicato. Desde o início da paralisação, os sindicalistas fazem uma verdadeira via-sacra nas escolas em busca de novas adesões. Porém, até o momento, apenas cinco das 35 escolas aderiram ao movimento e, mesmo assim, em duas delas, a paralisação foi parcial.

Num total de 23 mil alunos, a estimativa da Superintendência Regional de Educação (SRE) é de que pouco mais de três mil estejam sem aulas. A primeira a parar as atividades foi a Escola Estadual Dona Antônia Valadares, depois Joaquim Nabuco e, em seguida, Patronato Bom Pastor, Vicente Mateus e Henrique Galvão, nesta ordem.

Na SRE, continuam os mesmos 11 servidores parados.

Assembleia local

Hoje é dia de assembleia local. O Sind-Ute convidou representantes de todas as escolas da cidade para participarem nesta manhã de uma assembleia local. O encontro será na escola Joaquim Nabuco, na avenida 1º de Junho, Centro, às 9h30.

A expectativa é de que participem não somente os trabalhadores que se juntaram à causa, mas outros para que o movimento na cidade seja fortalecido.

Reivindicações

Os educadores cobram do governador Fernando Pimentel (PT) o cumprimento do Acordo do Piso Salarial e para as demais questões por meio de medidas adotadas pelo próprio governo, como parcelamento de salários e 13º salário, ausência de repasses para o Ipsemg, passivos da carreira, férias-prêmio para quem aposentou, entre outros. Os servidores reivindicam ainda nomeações de concurso público

 

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