Educação para em protesto a atrasos salariais

Maria Tereza Oliveira

Trabalhadores da rede municipal de ensino estão com suas atividades paralisadas hoje em protesto aos atrasos salariais. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis (Sintemmd), além do salário atrasado, os funcionários da educação ainda não receberam o pagamento das férias coletivas.

Segundo o Sintemmd, o restante do pagamento referente ao mês de agosto só foi quitado ontem. A paralisação está marcada para começar a partir das 9h.

Sobre uma possível greve, Suely Maria Meireles, membro do Conselho Fiscal do Sintemmd, afirmou que às 15h será realizada uma assembleia com a categoria onde o assunto será debatido e, soluções e encaminhamentos serão discutidos.

No último dia 11, o Sintemmd já havia se reunido com os trabalhadores da área da educação a fim de buscar resoluções para os atrasos.

Prefeitura

A Prefeitura afirmou ao Agora que a situação é resultado dos atrasos do governo estadual em repassar a verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

De acordo com a Administração, o Estado não está repassando as parcelas enviadas pelo governo federal e a dívida do Estado com a Prefeitura, somente com recursos do Fundeb, chega R$ 11 milhões.

No último dia 6, a Prefeitura depositou o salário integral dos servidores do quadro geral. Entretanto, para os servidores, o depósito foi feito para os servidores com salários de até R$ 1,8 mil, representando integralmente o salário de apenas 771 servidores.

O ordenado do restante da categoria ficou na pendência do depósito de R$ 1,4 milhão por parte do Estado dos recursos do Fundeb. 

A Prefeitura garantiu que irá se esforçar ao máximo para pagar as férias dos servidores o mais rápido possível.

Questionada sobre o posicionamento em caso de uma greve da categoria próximo ao fim do ano letivo, a Prefeitura disse que não comenta sobre este assunto.  

Fundeb

O Fundeb é um conjunto de fundos contábeis formado por recursos dos três níveis da administração pública do Brasil para promover o financiamento da educação básica pública e seus recursos também são destinados à folha de pagamento de mais de mil profissionais da educação somente em Divinópolis.

Assunto ecoa na Câmara

Na reunião da Câmara de ontem, o assunto foi abordado pelos vereadores Roger Viegas (PPS) e Janete Aparecida (PSD).

Roger afirmou que tem uma preocupação com a situação dos servidores da educação.

— Salário está sendo parcelado e os atrasos vêm se arrastando e culminou nessa paralisação que conta com o meu apoio e envolve uma situação crítica — pontuou.

Janete lamentou os atrasos.

— Mais uma vez a área da educação vem sendo negligenciada. Os professores precisam ser mais valorizados e eles, assim como todos os funcionários, merecem ter o salário em dia — destacou.

Sintram

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), Luciana Santos, afirmou que diante de outro atraso no pagamento dos professores, voltou a pedir à Prefeitura melhor planejamento para a solução do problema.

Segundo Luciana, a Prefeitura precisa buscar uma solução para esses atrasos.

— Nós conseguimos junto ao Executivo a garantia de que não haverá novos parcelamentos e nem atrasos e isso não pode ser aplicado somente ao pessoal do quadro geral. A Administração precisa se organizar e encontrar um melhor planejamento para garantir o pagamento em dia de todos os servidores — sentenciou.  

— O pessoal da educação não pode continuar sendo penalizado, principalmente nossos professores que exercem atividade de tamanha importância para o município — salientou.

A presidente do Sintram lembrou ainda que o Sintram e o Sintemmd, fizeram várias reuniões com os vereadores, além de encontros com membros do Executivo, na tentativa de evitar os atrasos para os profissionais do ensino.

— Estamos tentando buscar uma solução para esses atrasos para o pessoal da educação desde o primeiro semestre. Nas reuniões sempre ouvimos do Executivo a promessa de que o governo vai ser esforçar, que a Câmara vai cobrar, mas na prática estamos vendo o contrário. Precisamos começar a cumprir esses acordos, pois há uma justa revolta dos profissionais da educação que vêm sendo bastante penalizados — destacou.

 

 

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