Ecossistema Fashion

Wagner Penna 

O grupo Arezzo & Co realizou live com alguns convidados, entre eles, a atriz Marina Ruy Barbosa, nova diretora de moda do grupo, incluindo o marketplace ZZ Mall – que pretende abrigar 300 marcas. Mais uma ação que mostra o dinamismo da marca de origem mineira e que está brilhando nas iniciativas pioneiras.

O CEO da empresa, Alexandre Birman, fala em ecossistema digital para definir a complexidade de investimentos necessários para ampliar e garantir a presença da marca no mercado de moda.

A importância disso vai além do fashion e ganha destaque econômico. A empresa vai destinar também aportes para a área de startups – com a criação da Arezzo Venture. Outra novidade é que a empresa adquiriu a plataforma de vendas de roupas de segunda mão, a curitibana Troc. Segue o que já foi feito por empresas como C&A, grupo Soma e até a Reserva – recentemente adquirida pela própria Arezzo. Faz sentido: as vendas do segmento de reuso ultrapassaram US$ 24 bilhões em 2019, nos EUA, e estudos indicam que, brevemente, farão parte de 17% do guarda-roupa feminino. 

O fato mostra que as marcas de moda, realmente, transformaram-se em ecossistemas complexos, em que atividades variadas e fora do contexto fashion tornaram-se tão essenciais quanto ter um bom produto para vender. É preciso envolvimento, diversificação e muito capital. 

VAIVÉM

 

  • Os lançamentos do inverno 2021 da Skazi, que terão seu ponto alto na promoção Casa Skazi (que acontece entre 23 e 28 de novembro, em Beagá) já fazem sucesso. Na prévia que mostraram durante o Salão Casamoda, em São Paulo, as propostas conquistaram os clientes da marca.

 

  • A moda mineira entrou na onda das marcas internacionais e começa  lançar suas coleções resort, isto é, dedicadas ao verão que se aproxima. Entre as que fizeram seus lançamentos está a grife Regina Salomão, com coquetel em Beagá.  A coleção leva o nome de “Amanhecer”.

 

  •  Os vestidos e saias enormes feitas em camadas de babados, chamadas de “breeze” (brisa ou arejado) nas coleções internacionais, por aqui ganharam um nome mais adequado ao estilo. Nas confecções e showrooms estão sendo chamadas de “ciganinhas”. Melhor, impossível.

PONTO FINAL.

A Black Friday será promovida nesta semana em grande parte do mundo – visando estimular o comércio. Em alguns deles, a data realmente ganha ares de negrume. É o caso da França, onde os protestos contra essa promoção comercial cresceram nos últimos dias – alegando que a “sexta-feira negra”  beneficia, acima de tudo, as grandes plataformas de vendas virtuais já que o comércio físico está restrito por lá. É mais um efeito colateral da pandemia do covid-19.

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