E começou

Preto no Branco 

O pedido de exoneração do secretário de Agronegócios, Hilton de Aguiar, só confirma que a corrida rumo aos cargos em outubro já começou, e detalhe: não é de hoje. Sua saída já foi publicada no Diário Oficial dos Municípios e ele próprio afirmou que o motivo de deixar a pastar é a corrida eleitoral. Seu último dia de trabalho é amanhã, 3 de abril, prazo estipulado por lei. Apesar de bem votado no último processo eleitoral, Hilton não conseguiu uma cadeira na Câmara, onde três do seu partido, o MDB, foram eleitos. E, de novo, não será tarefa fácil, pois os três vão entrar de novo no páreo. 

Oportunismo não 

E, neste cenário atual, é de se lamentar muita gente se aproveitar da situação para se promover. Quando se trata de alguns políticos em ano eleitoral então! Tem uns que só faltam anunciar a cura para o coronavírus. Em muitos casos, a população precisa ter mais cuidado com eles do que com este inimigo invisível que já matou tanta gente mundo afora. O eleitor precisa, mais do que nunca, rechaçar qualquer tipo de oportunismo, de quem quer que seja, ou sob qualquer pretexto. Lembre-se: as consequências vêm depois e costumam ser avassaladoras. De agora para frente é assim:  um corpo inteiro atrás, não somente um pé, como muita gente costuma dizer, quando desconfia de determinada pessoa.

Enfraquecer a democracia 

O vice-procurador-geral Eleitoral, Renato Brill de Góes, foi feliz quando disse nesta semana que muita gente está se aproveitando deste momento conturbado para tentar enfraquecer o Estado Democrático de Direito, o qual pressupõe a observância da Constituição Federal e da legislação em vigor. Ele fez este desabafo ao tomar conhecimento do desejo de alguns espertinhos em querer adiar a eleição em outubro, como se tivessem bola de cristal, afirmando que haverá riscos à população. E olha que faltam ainda mais de cinco meses. As consequências do vírus serão inevitáveis, agora, que ele continuará fazendo estragos até lá, já é demais. Malandragem também tem limite. 

A esta altura?

É sabido que em momentos de crise e fragilidade, como o vivido agora, há uma perturbação geral. Porém, é de conhecimento de todos também que não se pode passar por cima das leis que regem um país. Por isso, é fundamental que, além de cuidar da saúde da população, é preciso zelar pela segurança  jurídica. Senão, de que vale, como disse o vice-procurador-geral Eleitoral, Renato Brill de Góes, o princípio da anterioridade, esculpido no artigo 16 da Constituição da República? Para pensar e decidir. 

Fundo partidário, será? 

Ainda bem que, em meio a tudo isso, ainda existem pessoas que pensam e o melhor: para o bem. Foi o que fez Sérgio Antunes Lima Junior, um cidadão comum do Rio de Janeiro. Ele ajuizou Ação Popular em face da União Federal, do presidente da República e do presidente do Congresso Nacional, objetivando, inclusive em sede de liminar que os valores destinados denominado Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) sejam para aplicados no combate à pandemia do coronavírus. Ele alega que o Brasil se prepara para enfrentar perdas inevitáveis de vidas, e, enquanto isso, os agentes insistem em discutir destinação destes recursos em campanhas. E ele está errado? Não. Nem na justificativa, muito menos em sua análise.  Agora, se estes mais de R$ 2 bilhões vão sair das garras dos candidatos, aí é outra história. 

Militares de volta

Enquanto o combate à pandemia da Covid-19 em Minas, a pedido do governador Romeu Zema (Novo), vai contar com a ajuda extraordinária dos militares da reserva, o chefe do Executivo mineiro ainda não sabe quando pagará os salários deles, os da ativa e demais servidores. Com a crise financeira agravada pela pandemia do novo coronavírus, o Governo de Minas confirmou ontem a informação por meio do secretário de Planejamento, Otto Levy, de que ainda não há nada definido. A previsão é de um cenário dramático. Mais do que o atual, é impossível!  

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