Duas escolas paralisam atividades

Matheus Augusto

Divinópolis amanheceu com duas escolas parcialmente paralisadas devido à adesão à greve estadual da Educação. As informações são da subsede na cidade do Sindicado Único dos Servidores em Educação (Sind-UTE). Uma reunião entre os servidores da área está marcada para amanhã para discutir as pautas da categoria.

Paralisação

Ao Agora, a diretora de Comunicação do sindicato, Maria Catarina Laborê, informou que as escolas estaduais afetadas pela greve são Luiz de Melo Viana Sobrinho, no bairro Porto Velho, e Antônio Olímpio de Morais, no Niterói.

—A única escola que amanheceu em greve foi Luiz Viana, no Porto Velho, e, mesmo assim, só o primeiro turno. Mais uma anunciou que a adesão, que é a Antônio Olímpio de Morais, no Niterói, e vamos aguardar— ressaltou.

O sindicato, no entanto, ainda continua o trabalho na cidade de mobilização dos servidores.

— Nós visitamos quatro escolas hoje [ontem], a gente acha que até o dia 13, se eles forem mesmo à assembleia, a gente terá a gente mais retorno— declarou.

Assembleia

Sobre a assembleia municipal, a ser realizada amanhã, às 17h30, a diretora de Comunicação do sindicato diz que o objetivo do encontro é apresentar as demandas da categoria e ouvir o posicionamento das unidades.

—A gente vai dar o recado, discutir e deixa por conta das escolas— destacou.

Críticas

Conforme contou Maria Catarina Laborê na edição de ontem, uma das demandas da categoria é o reajuste salarial, diante do tratamento desigual com outras áreas. A diretora ainda disse que o governo tem “total desprezo pela Educação em Minas Gerais”.

— Não aceitaremos reajuste salarial para somente algumas categorias. A Educação merece reconhecimento — cobra o sindicato estadual.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), por exemplo, emitiu ontem o parecer pela legalidade da Comissão de Constituição e Justiça do projeto que concede o aumento de 37% para os servidores da área de Segurança Pública.

—O texto, de autoria do governador Romeu Zema [Novo], prevê a recomposição inflacionária do período de 2015 a 2020, com pagamento em três parcelas: 13% em julho deste ano; 12% em setembro de 2021 e 12% em setembro de 2022— explicou a assembleia.

O Sind-UTE espera que, ainda nesta semana, o governo responda à movimentação dos servidores no estado.

—Dia 14 de fevereiro nós teremos outra assembleia estadual. A gente espera que, até lá, o governo comece a pensar em como poderá negociar conosco tantas pautas— explicou a diretora de Comunicação.

Suspensão

Uma das críticas da categoria são os relatos de pais e responsáveis com problemas para realizar o processo de matrícula, ocorrido, pela primeira vez, virtualmente. Como contou Maria Catarina, o sindicato ouviu depoimentos, por exemplo, de crianças matriculadas que, ao chegar à escola, são informadas de que não há vagas.

Com reclamações similares, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou à Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) a suspensão do processo on-line como o “único meio de acesso à matrícula escolar”.

—A medida se justifica, segundo o documento, pela repercussão social da decisão e pelo grave risco de dano ao exercício regular do direito à educação provocado pela mudança estrutural da metodologia previamente utilizada, sem que houvesse tempo hábil ao esclarecimento da comunidade escolar e ao aperfeiçoamento das funcionalidades do sistema— concluiu o MP.

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