Dos 17 vereadores, 14 buscam reeleição

Com alto número de concorrentes, manutenção dos cargos será disputada

Matheus Augusto

Pelas redes sociais já começam a circular publicações em apoio a determinados candidatos. Os materiais de divulgação estão permitidos desde domingo, 27, data oficial do início da campanha. Em Divinópolis, o confronto deve ser acirrado. Para o Executivo, são nove nomes na briga. Para vereadores, são mais de 300 candidatos disputando 17 cadeiras, inclusive quem as ocupa atualmente. 

Legislativo

A Câmara deve ter 337 nomes disputando os 17 assentos ‒ média de 19 candidatos por vaga. O número, porém, não é definitivo. Todos os processos, assim como para prefeito, estão em análise na Justiça Eleitoral. Assim, os candidatos ainda podem ter seu cadastrado, cassado ou indeferido, por exemplo, caso não cumpram as exigências legais para eleição.

Dos atuais 17 vereadores, 14 tentarão a reeleição. São eles: Adair Otaviano (MDB), Ademir Silva (MDB), Carlos Eduardo Magalhães (Republicanos), César Tarzan (PSDB), Dr. Delano (MDB), Eduardo Print Jr (PSDB), Edsom Sousa (Cidadania), Josafá Anderson (Cidadania), Marcos Vinícius (DEM), Nego do Buriti (PSB), Raimundo Nonato (Avante), Renato Ferreira (PSDB), Rodrigo Kaboja (PSD) e Roger Viegas (Republicanos).

Três estão fora da disputa: Janete Aparecida (PSC), Matheus Costa (CDN) e Zé Luiz da Farmácia (PMN). A única mulher da atual legislatura ‒ e uma das cinco na história da Câmara ‒, porém, tem a intenção de continuar na política. Ela é vice da chapa liderada por Gleidson Azevedo, do mesmo partido.

Executivo

Para o Executivo, a briga será em menor escala, mas a maior da história, com nove candidatos. São eles: Fabiano Tolentino (Cidadania), Galileu (MDB), Gleidson Azevedo (PSC), Iris Moreira (PSD), Laiz Soares (Solidariedade), Marquinho Clementino (Republicanos), Professora Maria Helena (PT), Sargento Elton (Patriota) e Will Bueno (PP).

Todas as candidaturas ainda estão em análise na Justiça Eleitoral.

Campanha

Desde domingo, os candidatos das eleições municipais 2020 estão autorizados a fazer propaganda eleitoral, inclusive na internet, ou seja, promover sua imagem e pedir votos.

— Os candidatos podem fazer propaganda eleitoral na internet em sites e páginas nas redes sociais que sejam próprios do partido político ou da coligação, ou por meio do envio de e-mails ou mensagens instantâneas — destaca o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O órgão, porém, também alerta que os candidatos devem estar atentos às proibições.

— Uma delas, por exemplo, estabelece que apenas candidatos, partidos ou coligações podem impulsionar publicações em redes sociais, ou seja: pagar para que a sua disseminação naquela rede seja mais ampla. Outra determina que os anúncios pagos na internet, o uso de telemarketing e o envio em massa de mensagens instantâneas (como no aplicativo WhatsApp) são proibidos — avisa o TSE.

O período eleitoral gratuito já tem data para começar.

— Canais de rádio e televisão passarão a transmitir a propaganda eleitoral gratuita a partir do dia 9 de outubro até o dia 12 de novembro, de segunda-feira a sábado, em dois horários. No rádio, a propaganda irá ao ar das 7h às 7h10 e depois das 12h às 12h10; já na televisão, a transmissão ocorrerá das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40 — explicou a Justiça Eleitoral.

Igreja

Não são apenas o candidatos, partidos políticos e órgãos eleitorais que se preparam para o atual período. A Diocese de Divinópolis emitiu um comunicado para evitar que os fiéis caiam em armadilhas políticas 

— Cuidado com a propaganda eleitoral na Igreja. É comum candidatos publicarem fotos com padres e bispos nos seus materiais de propaganda, sugerindo apoio à sua candidatura. Fique atento, pois, muitas vezes, a foto foi tirada em outro contexto e o padre ou bispo não consentiu o uso. Isso é ilegal! Pode configurar pedido implícito de votos, quando um candidato que nunca participou da comunidade começa a frequentar as missas e realizar atividades pastorais. Isso é crime eleitoral! — comentou o bispo dom José Carlos.

Segundo o bispo, “qualquer menção de propaganda eleitoral na Igreja ou nos seus arredores, tanto o candidato quanto a paróquia podem ser multados pela Justiça Eleitoral”. Ao se deparar com situações como essa, ele recomenda denunciar o caso.

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