Dois lados saem ganhando com redução da Selic, diz economista

Jorge Guimarães

Aos poucos, o Banco Central (BC) vai confirmando a tendência do mercado financeiro e reduziu, mais uma vez, a Taxa Selic, também chamada de taxa básica de juros, em 0,5 %, que foi para os 4,5 % ao ano, menor patamar histórico. Às vésperas das festas de final de ano, a queda anima o meio empresarial em relação às vendas de fim de ano, pois a redução da taxa estimula a economia, e juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de recuperação lenta da economia.  

Segundo o economista Leandro Maia, a queda da taxa Selic é para acompanhar a redução da inflação.

— E é sempre bem visto como um todo na economia, pois aumenta o consumo e a confiança ao empresariado em realizar investimentos. Assim, as duas partes, consumidor e empresários, saem ganhando com a queda dos juros — avalia o economista.

Aplicações

Investimentos em renda fixa passaram a ficar bem menos atrativos e nem a tradicional poupança ficou fora. Para Leandro Maia, a tendência agora é se arriscar mais em investimentos, como no mercado de ações e outras opções. 

— Diversificar é a palavra chave. Melhor ainda é procurar investimentos que não estão ligados a Selic. Ou até mesmo aquele empresário poderia investir em sua própria empresa — detalha o economista.

Redução de juros

Outra boa nova é que a Caixa Econômica Federal, após os cortes das Selic, reduziu as taxas do crédito imobiliário e do cheque especial, critério este que pode ser seguido por outras instituições financeiras. A diminuição deve aquecer, principalmente, os financiamentos da casa própria. Lembrando que a construção civil é tida como um dos principais termômetros da economia brasileira. 

 

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