Dois bilhões

A notícia mais importante no circuito da moda, na semana que passou, foi a venda da marca italiana Versace para o grupo liderado pelo estilista americano Michael Kors. Mais conhecido aqui pelas suas bolsas do que pelas roupas, ele pagou quase 2 bilhões de dólares (isso mesmo, com de bola) pela grife. Negócio bom para os dois lados, já que a marca criada por Gianni Versace vinha tendo problemas de expansão, desde que ele morreu assassinado em Miami. É também uma tendência, também, juntar muitas grifes fortes debaixo de um só guarda-chuva, para se proteger das plataformas de vendas online mundiais – que estão tomando conta do comercio em geral, de livros à roupas. Business is business.

BH-à-porter

Mesmo com as naturais inseguranças de período pré-eleitoral, as vendas durante a promoção BH-à-Poter (que acontece entre 24 e 30 de setembro, em Beagá) foram muito boas nos seus primeiros dias. Promovida pela Coopermoda e pela AMEM (Associação Mineira das Empresas de Moda), conseguiu repetir o sucesso das outras edições. Cerca de 110 lojistas confirmaram sua participação – o que é bastante para temporada atual. O movimento de compradores no bairro do Prado (onde estão os principais showrooms das grifes que trabalham com pronta-entrega, no atacado, da Capítal mineira) foi intenso. Amém.

Surpresas da moda

A moda nos reserva surpresas que, mesmo com anos de experiência no setor, fazem a gente ‘pensar fora da caixa’, como se diz agora. A saber: com a euforia diante do e-commerce e da aparente explosão das plataformas digitais como vitrines do mundo fashion, novas pesquisas em torno do assunto revelam que a coisa não é bem assim. A saber: 1) a maioria das marcas chegou à conclusão de que não vale a pena investir no e-commerce (é muito caro e exige logística mais cara ainda) e tem pouco retorno; 2) a realização de ‘visibilidade efetiva’ nas plataformas baixou para apenas 7% em média (ou seja, em cada 100 views apenas 7 acessam o perfil da marca). Enquanto isso, os impressos voltaram a ser a referencia de status para as marcas – inclusive o jornal ‘The New York Times’ voltou a ter seu caderno de moda & afins.

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