Do respeito à responsabilidade

Do respeito à

responsabilidade 

Editorial

Respeito, palavra que segundo o dicionário é um substantivo masculino, que tem entre os seus sinônimos: reverência, deferência, cortesia, atenção, educação. Saindo do papel, esta é uma palavra que um poder imensurável quando colocada em prática. O substantivo masculino que tem o poder de transformar uma nação. Quando se falta respeito, automaticamente acontece o que os brasileiros se acostumaram a ver em seu cotidiano: um país cada dia mais perdido, sem rumo, sem objetivo. Muitos, sem sombra de dúvidas, já ouviram em algum momento de suas vidas: “Dê respeito para que você seja respeitado” ou, ainda, o “Seu direito acaba quando do outro começa”. São frases populares que infelizmente têm sido esquecidas ao longo do tempo e a cada dia menos colocadas em prática, inclusive pelos ditos representantes do povo. 

Se falta respeito, sobra arrogância, o que tem culminado em ataques raivosos na internet, notícias falsas e declarações absurdas. É inegável que o brasileiro passa por um período sombrio, no qual os valores estão invertidos. Em que todos querem dar a sua opinião, mesmo sem serem chamados, mesmo sem entenderem sobre o assunto, mesmo que isso cause dor no próximo. É inegável também que, quando este comportamento é adotado pelos “representantes do povo”, o que se vê é o caos instalado, em meio a uma pandemia. O que mais chama a atenção nesta situação toda é que o brasileiro quer mudança, o povo quer melhorias, a população quer exemplo, mas não faz o seu dever de casa. O brasileiro critica, exige e cobra ser país de primeiro mundo, esquecendo-se que o que mais é praticado nas nações de primeiro mundo é o respeito e consequentemente a responsabilidade. 

O povo quer mudança, mas não quer mudar. O povo quer respeito, mas não quer respeitar. Os representantes trazem discursos carregados de moralidade, quando dão exemplo de desrespeito com suas falas e atitudes. Queremos ser uma nação desenvolvida, mas com atitudes medíocres, que nos trazem de volta ao mesmo lugar, sempre. É preciso que o povo entenda que, junto com tão sonhada evolução, vem primeiro o respeito. Respeito ao próximo, respeito às regras. Junto com o respeito, vem a responsabilidade. E, junto com os dois, vem a evolução. O exemplo mais real disso, que temos atualmente, é a pandemia de covid-19. Sem respeito às regras de prevenção e sem responsabilidade, andamos em círculos há um ano. Mas seguimos confiantes e esperançosos de que tudo isso vai passar. Como? Ainda não se sabe exatamente. Afinal, as atitudes são as mesmas tomadas em 2020. 

O brasileiro quer o novo, mas não quer fazer esforço. Quer ir pelo caminho mais fácil. Mas é preciso dizer que não há caminho mais fácil, muito menos mudança, sem respeito e sem responsabilidade. Ao aceitar que os seus representantes tenham este tipo de comportamento e o aplaudi-los, a população mostra que somos todos “farinha do mesmo saco” e que o povo tem o governante que merece. E terá sempre, se não mudar de atitude. 

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