Divinopolitana está na corrida do Oscar

"Democracia em Vertigem" contou com participação da divinopolitana Mariana de Melo

Jorge Guimarães

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou, na última segunda-feira, 13, para deleite dos amantes da sétima arte, os indicados ao Oscar 2020, e a cerimônia de entrega da estatueta ocorrerá em 9 de fevereiro. Dentre os concorrentes, na categoria documentário, está “Democracia em Vertigem”, dirigido pela mineira, natural de Belo Horizonte, Petra Costa. A produção contou com a participação ativa, como assistente de direção, da divinopolitana Mariana de Melo Pereira, que atualmente reside em Belo Horizonte.       

Currículo

Mariana é formada em cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, Rio de Janeiro. Durante a graduação, ela participou de inúmeras atividades extracurriculares, como festivais, intensivos de férias e oficinas especializadas. Pelo seu esforço e dedicação, foi convidada a ser assistente da diretora de cinema mineira Petra Costa, com quem trabalha há mais de um ano.

Mariana é filha do físico, pesquisador autônomo de neurociência e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Celson Diniz Pereira e da professora de história da Escola Estadual Joaquim Nabuco, Sânia André de Melo.

— E, em um dos seus dias de trabalho, Mariana estava filmando no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo acompanhando o julgamento do Lula, juntamente com o próprio ex-presidente — lembrou sua mãe, Sânia. 

Festival

Petra Costa, em uma produção da Netflix, lançou o seu documentário intitulado “Democracia em Vertigem” no Festival de Cinema de Sundence – 2019, evento que ocorreu em Park City, no Egyptan Theatre, nos Estados Unidos.  O documentário, à época, foi ovacionado e, nas exibições, teve todos os ingressos esgotados.

Democracia em Vertigem  

Filmado ao longo de três anos, o documentário revela os bastidores do processo político que culminou no impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016. As investigações da Lava Jato, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a eleição de Jair Bolsonaro também fazem parte do enredo do filme longa-metragem de Petra Costa.

Nas palavras do crítico de cinema Maurício Costa, o longa não é um filme imparcial e pode despertar paixão e ódio.

— “Democracia em Vertigem” está narrado em inglês pela própria diretora, indicando que o filme parece ser dirigido mais ao público estrangeiro do que ao brasileiro. No Brasil, infelizmente, estará condenado a ser avaliado com o mesmo radicalismo que tem caracterizado o debate no nosso país. Não há dissimulações, não há invenções nem distorções. Há apenas a análise sincera e propositalmente subjetiva, que joga nova luz sobre a história recente do Brasil. Como filme, ele é envolvente e poderoso. Pode despertar paixão e ódio, mas jamais deixará o público indiferente — avaliou o crítico de cinema.

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