Divinópolis vive onda de homicídios

Gisele Souto

O assassinato de um homem na madrugada de domingo, na rua Nações, bairro Bom Pastor, foi o 25º registrado nos primeiros meses do ano. Exatamente quatro meses e seis dias, já que foi na madrugada de domingo, 6. Este foi o último dos nove nos últimos dez dias, pelo menos até o fechamento desta reportagem, por volta das 18h00 de ontem. Antes deste, a cidade viveu uma semana violenta, com três homicídios em menos 24 horas.

O primeiro aconteceu na noite de quarta-feira, no bairro Porto Velho; o segundo no Halim Souki, na madrugada de quinta-feira; e o terceiro, já na noite de quinta-feira, no Conjunto Habitacional Nilda Barros. Os três executados tinham passagens por diversos crimes, incluindo tráfico de drogas e já haviam sido presos.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de disputa por ponto de tráfico. Por enquanto, não confirma que as mortes tenham ligação.

O último

O homem foi morto na rua Nações, por volta das 4h. Moradores do local acordaram assustados com os disparos, a vítima ficou caída na calçada de uma casa. De acordo com a Polícia Militar (PM), testemunhas relataram que, após uma discussão entre um grupo de pessoas, todas do sexo masculino, um deles sacou uma arma de fogo e efetuou vários disparos em direção à vítima. Há suspeita é de que ele tenha tentado fugir do agressor, tendo em vista que eles estavam em um bar em um quarteirão e ele foi morto em outro à frente.

Imagens

Ainda segundo a Polícia Militar, foi constatado, por meio de câmeras de segurança próximas ao local, que o suspeito e a vítima se conheciam, já que eles conversaram antes do crime.

O suspeito estava acompanhado de dois colegas e teriam fugido em um veículo Toyota Etios de cor escura.

Foram contatadas pela perícia sete perfurações de bala na região da cabeça e tórax. A PM fez rastreamento, mas não encontrou os suspeitos. A Polícia Civil investiga, mas ainda não havia prendido nenhum deles, até o fechamento desta matéria.

A PM lembra que denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181 ou pelo telefone 190 e não há necessidade de se identificar.

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