Divinópolis vai com 115 mulheres na disputa eleitoral

São sete candidatas a prefeitas e vices, e 108 à Câmara

Da Redação 

De muitos afazeres habituais para a política, as mulheres ainda buscam espaço neste meio no Brasil e, com muita luta e barreiras, estão chegando devagar. A busca é por representação nos Poderes Legislativo e Executivo, e também por políticas públicas para elas. Muito diferente do estado e do país, Divinópolis serve de exemplo nestas eleições. O número expressivo de candidatas a uma cadeira na Câmara, a prefeitas e vices na cidade mostra isso. De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a cidade tem 337 candidatos a vereador, sendo que, destes, 108 são mulheres. São, ainda, 18 concorrentes à Prefeitura e vices, sete do sexo feminino. 

As informações do TRE mostram ainda que, em 2016, das cinco chapas que disputaram o Poder Executivo, nenhuma tinha representante feminina. Já neste ano, das nove chapas que estão na disputa pela principal cadeira do Município, duas são formadas somente por mulheres: Laíz Soares e Giovana Garrocho (Solidariedade); e Maria Helena (PT) e Camila Lacerda (PC do B). Além disso, uma chapa é encabeçada por Iris Moreira (PSD), e as chapas de Marquinho Clementino (PDT) e Gleidson Azevedo (PSC) têm como vices Andreia Rabelo (PDT) e Janete Aparecida (PSC), respectivamente. 

A busca

Para a candidata do PT, Professora Maria Helena, esta participação das mulheres na política divinopolitana é uma evolução histórica. Ela, que já disputou uma vaga no Poder Legislativo em 2000 e 2008, destaca ainda a determinação da Justiça Eleitoral de que cada partido deveria indicar o mínimo de 30% de mulheres filiadas para concorrer no pleito.

— Isso me surpreendeu positivamente. O machismo ainda existe, mas está acuado diante das lutas das mulheres. Nós temos conseguido ganhar mais espaços e, com isso, os machistas terão que se encolher mais ainda, para dar lugar a estas lutas — reforça. 

Para a única vereadora eleita em 2016, Janete Aparecida, as mulheres têm todas as condições de participar da política e de impor respeito diante do machismo e das perseguições. A candidata a vice-prefeita ressalta a necessidade de mais mulheres nos Poderes Executivo e Legislativo. 

— Nós temos condições de participar da política. Temos que ter uma postura mais firme, mas é possível, sim, conseguir o seu espaço. A mulher trabalha mais, e eu sou a prova disso. Se qualquer cidadão olhar os números de projetos, requerimentos e outras indicações, eu fui a parlamentar que mais apresentou propostas nesta legislatura — destaca. 

Menos corruptas 

A divinopolitana Laíz Soares afirma que a participação da mulher na política é fundamental para o desenvolvimento do país. Conforme a candidata a prefeita, estudos apontam que países desenvolvidos têm mais mulheres no poder, e que elas são mais comprometidas com o trabalho, mais focadas e menos corruptas. 

— A presença da mulher é necessária para o país se desenvolver. Os países mais ricos já provaram isso, mas infelizmente as pessoas não entendem. Eu fico muito feliz em disputar o Executivo Municipal com outras mulheres. Os homens sempre disputaram entre eles o poder, disputar com outras mulheres é superpositivo, é algo necessário, melhora o nível do debate. Com mais mulheres na política, o ambiente melhora — frisa. 

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