Divinópolis teve 340 empresas fechadas no primeiro semestre

Setor do comércio é que mais emprega na cidade, mais de 15 mil pessoas

Da Redação

O ano de 2020 tem sido de grandes desafios, afinal, a pandemia do novo coronavírus tem ameaçado a saúde das pessoas e a sobrevivência do comércio e das empresas, sejam elas micro, pequenas, médias ou grandes. Em Divinópolis não é diferente.  Neste sentido, o primeiro semestre deste ano é para ser esquecido por todos, principalmente pelos empresários do segmento do comércio e prestação de serviços. Mesmo depois da adoção de várias medidas, como as flexibilizações e a entrada de Divinópolis no Minas Consciente,   basta percorrer as ruas – principalmente as do Centro – para ver a quantidade de lojas que encerraram suas atividades nos últimos meses. A realidade é mais assustadora ao analisar os dados da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), que apontam o fechamento de mais de 300 empresas na cidade e o aumento de 30% no número de encerramento de atividades, nos seis primeiros meses de 2020, comparados ao mesmo período de 2019.

Estrago

Para se ter uma ideia do estrago que a pandemia fez no comércio da cidade, um total de 340 empresas de diversos segmentos fecharam suas portas de janeiro a junho de 2020. Somente no mês de abril, o aumento chegou a 81%. 

De acordo com as entidades de classe, apenas o setor do comércio em Divinópolis emprega mais de 15 mil pessoas.

Ações 

Diante das atuais circunstâncias, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Divinópolis está acompanhando todas as atualizações referentes ao coronavírus no Brasil, em Minas e, principalmente, no município. Afirma que vem tomando ações necessárias na esfera municipal e tem buscado por medidas que possam minimizar os impactos sociais e econômicos durante o atual cenário. Uma delas visa levantar as necessidades e sugestões dos comerciantes varejistas da cidade, no que diz respeito a horários especiais de funcionamento, reajuste de salários, trabalho em feriados, banco de horas. Para debater o atual cenário,  o presidente da CDL, Luiz Angelo Gonçalves, recebeu na sede da entidade alguns empresários do comércio  que puderam apresentar as dificuldades enfrentadas nesse momento de crise. 

— O debate é necessário, pois muitas vezes os comerciantes desconhecem a importância da convenção coletiva, deixando de lado o fato de que são eles, os empresários, as peças fundamentais para o ajuste entre as categorias representadas pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) e o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio (Sincomerciários) — disse Luiz Angelo. 

Baixaram as portas

Um dos setores que foi mais atingido foi o de prestação de serviços.

O empresário do setor de alimentação Paulo Roberto Santos afirma conhecer cerca de seis empresários do seu ramo que fecharam as portas no período da pandemia. E vai além, diz que nenhum eles vai reabrir seus estabelecimentos. 

— Não vou citar nomes que é falta de ética, mas é só dar uma volta pela cidade que pode-se comprovar, alguns, inclusive, em lugares já tradicionais. Ainda bem que na contramão tem aqueles empresários que, em vez de lamentar, investem no seu pronto e têm até novos sendo abertos. O mercado está para todos, basta não desanimar, saber aproveitar as oportunidades e trabalhar muito — avaliou.

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