Divinópolis tem risco de infestação de dengue

Da Redação

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) divulgou ontem o resultado do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypt (LIRAa). De acordo com o relatório, foram visitados 4.835 imóveis, de 6 a 10 de janeiro, e o risco de infestação ficou em 8,1%. O LIRAa é uma pesquisa para detectar a presença de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre amarela, chikungunya e zica vírus. A Vigilância Ambiental realizou vários mutirões nos últimos meses buscando minimizar os possíveis focos do mosquito. Entre os bairros onde foram encontrados mais focos estão Niterói, Manoel Valinhas, Danilo Passos, Icaraí e Centro Industrial.

Parâmetro

Conforme os parâmetros do Ministério da Saúde, o número é considerado muito alto. A classificação considera índices menores que 1% satisfatórios; entre 1% e 3,8%, situação de risco; e acima de 4%, surto de dengue.

Dados

Segundo o levantamento, 92% dos focos estão nas residências e 8% em lotes vagos. Em relação aos tipos de recipientes que acumulam água e onde foram encontrados focos, estão os passíveis de remoção, como baldes, garrafas e pneus, com 38%; depósitos móveis, como pratos e vasos de plantas, têm 29% dos focos; locais de armazenamento de água, como tanques e caixas d’água, 12%; e os depósitos, como ralos, caixas de passagem e fonte ornamental, apresentaram 20% dos focos encontrados.

 A região Nordeste tem 10,7% de risco de infestação; Norte, 10,5%; Sudeste, 8,4%; Central, 7,8%; Sudoeste, 6,4% e Oeste 5,4%, com risco alto de infestação.

O último LIRAa realizado em 2019 apontava índice de 2,4%, e o município estava em situação de alerta.

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