Divinópolis tem baixa incidência de dengue

Da Redação

As ações contra a dengue em Divinópolis apresentam resultado positivo no mês de janeiro. Apesar do alto índice do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypt (LIRAa), o número de casos suspeitos da doença é baixo. Até ontem, Divinópolis tinha oito registros suspeitos, sendo a sexta da região Oeste (composta por 54 municípios) com o maior número de casos. No entanto, a cidade tem uma incidência baixa, com média de 3,39 registros para cada grupo de 100 mil habitantes. Os dados são do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), divulgado ontem.

Conforme os parâmetros do Ministério da Saúde, municípios com incidência menor que um caso para cada 100 mil habitantes são considerados com risco de infestação silenciosa. Maior que um e menor que 300, média; acima de 300 e menor que 600, alta; acima de 600, muito alta.

No ano passado, a cidade vivenciou um cenário preocupante, com 4.131 registros confirmados.

Outras doenças

O mosquito Aedes aegypti também é transmissor da zika e chikungunya, porém, conforme aponta o boletim epidemiológico, Divinópolis ainda não registrou nenhum caso suspeito ou confirmado de ambas as doenças.

Região

Dos municípios da região Oeste, que respondem à Superintendência Regional de Saúde (SRS) em Divinópolis, apenas duas cidades estão em situação preocupante: Campo Belo e São José da Varginha. A primeira, com quase cinco mil habitantes, tem 34 casos suspeitos e incidência muito alta de dengue. A segunda, por sua vez, com população de 54 mil pessoas, já emitiu 234 notificações da doença, sendo classificada com alta incidência.

LIRAa

De acordo com o relatório do LIRAa, agentes de saúde visitaram 4.835 imóveis, de 6 a 10 de janeiro. O risco de infestação ficou em 8,1%. Para o Ministério da Saúde, o número ideal é abaixo de 1.  Entre 1 e 3,9, a situação é de alerta para uma possível infestação de dengue. Acima de 3,9%, o cenário é de risco.

Entre os bairros onde foram encontrados mais focos estão Niterói, Manoel Valinhas, Danilo Passos, Icaraí e Centro Industrial.

— A região Nordeste tem 10,7% de risco de infestação; Norte, 10,5%; Sudeste, 8,4%; Central, 7,8%; Sudoeste, 6,4% e Oeste 5,4%, com risco alto de infestação — destacou a Prefeitura.

Segundo o levantamento, 92% dos focos estão nas residências e 8% em lotes vagos.

Ações

Dentre as ações previstas pela Secretaria de Saúde (Semusa) para este ano, está a capacitação de corretores imobiliários, para que saibam identificar focos da dengue dentro dos imóveis visitados. Além disso, a secretaria planeja a varredura dos bairros com maiores índices de focos. Outra novidade é o início da vistoria de prédios.

A pasta ainda continua realizando visitas aos moradores e os mutirões de limpeza.

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