Divinópolis tem 48 casos confirmados de dengue

Da Redação

Apesar da crise causada pelo coronavírus (Covid-19), outra doença avança silenciosamente por Divinópolis: a dengue. Até ontem, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) já contabilizava 48 casos confirmados na cidade - outros 135 ainda estão sob análise. Ao mesmo tempo em que tenta impedir o avanço do Covid-19, o órgão tem promovido ações para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti - também transmissor da chikungunya e da zika.

Apesar das ações do poder público, a secretaria também destaca o importante papel da população no combate à dengue.

— A gestão municipal se preocupa com o bem-estar de toda a comunidade, incluindo o direito à saúde. Para isso, está apresentando uma série de medidas que visam efetivar a diminuição dos casos de dengue, entretanto, para alcançar este objetivo é preciso que a população se conscientize e faça sua parte. Os cidadãos devem eliminar água parada, tampar tambores, poços, cisternas, caixas d’ água e colocar areia fina até a borda dos pratos de plantas — destacou.

Apesar da atenção especial com o coronavírus, o secretário de Saúde, Amarildo Sousa, destaca que é fundamental o olhar atento dos moradores para identificar possíveis focos da dengue e eliminá-los.

— Nesta quarentena vamos cuidar mais da nossa saúde, tomar decisões positivas para toda a comunidade. É preciso que todos fiquem atentos a possíveis focos de dengue e tomem as medidas necessárias para cessar essa doença — afirmou o Secretário.

Enfrentamento

Enquanto parte do esforço está voltado para o controle da disseminação da pandemia, a secretaria ainda mantém as ações contra o mosquito da dengue. Segundo a Saúde, uma das frentes de atuação é a dedetização de locais estratégicos da cidade.

— Além do veículo de fumacê que irá percorrer algumas ruas da cidade, agentes ambulantes executam a dedetização, em pontos específicos, utilizando o pulverizador costal e equipamentos de proteção individual completo, incluindo roupa especial — informou.

Além disso, o órgão informou que um carro de som percorre as regiões com o maior número de notificações para alerta os moradores sobre a aplicação do fumacê. 

O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) apontou que 92% dos focos da dengue estavam nas residências e apenas 8% em lotes vagos. O índice motivou a “Prefeitura a instaurar a utilização do fumacê, devido à urgência da situação”. Para cada caso notificado, uma equipe percorre nove quarteirões efetivando a limpeza. 

Entulho fora das casas

Outra ação já tradicional da secretaria é o “Mutirão de Limpeza”, onde agentes de saúde recolhem entulhos descartados pela população e que podem servir como focos da dengue.

— Em 2020, os agentes do Mutirão de Limpeza já coletaram mais de quatro toneladas de materiais descartados de forma irregular, facilitando a proliferação do mosquito. Objetos como garrafas, isopor, brinquedos, pneus, latas, plásticos e todos os materiais que possam servir como depósito para os focos do inseto devem ser separados e depositados de maneira correta — destacou a Semusa.

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