Divinópolis tem 209 casos suspeitos de dengue

Da Redação

Desde o fim de janeiro, as autoridades de saúde de todo o país estão atentas ao número de casos da dengue. Em Divinópolis não está sendo diferente. No primeiro mês deste ano, os casos suspeitos já foram maiores do que no mesmo período do ano passado. Segundo a Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), até o último dia 11, Divinópolis havia registrado 209 casos prováveis de dengue, entre confirmados e suspeitos.

Fevereiro é, até o momento, o mês com a maior incidência, com 163 notificações da doença. Neste início de março, o boletim epidemiológico aponta 12 suspeitas. Apesar do alto número, de acordo com a classificação da SES-MG, a incidência ainda é considerada baixa.

Números

O clima na cidade é considerado ideal para a proliferação dos focos: calor intenso com pancadas de chuvas. Ao fim de janeiro, a “cidade do Divino” já contava com 34 casos suspeitos de dengue, representando um aumento de 24 notificações em comparação com o ano anterior. Em fevereiro, os números são alarmantes; os casos passaram de seis, no mesmo mês de 2018, para 163 neste ano.

Ou seja, nos dois primeiros meses do ano, foi registrado um aumento de 181 casos, quando comparados ao mesmo período do ano passado, subindo de 16 para 197 notificações de pacientes com suspeitas de dengue.

No último boletim epidemiológico, divulgado pela SES-MG em 25 de fevereiro, Divinópolis contava com 137 pessoas apresentando os sintomas da dengue. É possível notar, então, um aumento de 72 casos suspeitos nas duas últimas semanas.

O mosquito Aedes também é transmissor de doenças com zika e chikungunya. Nenhum caso de ambas as doenças foram registrados até o momento na cidade.

Ações

Tão logo a situação preocupante foi detectada, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) anunciou medidas para combater o mosquito Aedes aegypti. Ao fim de janeiro, a pasta alertou para a possibilidade de uma epidemia na cidade, devido ao cenário parecido. Dentre as mudanças, estava o adiantamento do “Dia D” de abril para fevereiro. A intensificação de mutirões de limpeza e a aplicação também estiveram nas ações de combate a dengue. No ano passado, a Secretaria também contou com o auxílio de drones para a averiguação de possíveis focos em lotes e casas abandonadas de difícil acesso.

Apesar das ações de prevenção da Semusa, o Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa) apontou a necessidade de uma maior atenção dos moradores. Dos 4.943 imóveis visitados pelos agentes de saúde, entre 7 a 11 de janeiro deste ano, 294 continham focos. Desses, 90% encontrava-se em residências e o restante em lotes vagos. Boa parte estava concentrada em materiais como baldes, pneus, latas, recipientes plásticos, vasos e bebedouros de animais.

Minas

No Estado já são 44.230 casos prováveis de dengue, sendo duas mortes confirmadas, uma em Betim e outra em Uberaba. Outros 18 óbitos ainda estão sendo investigados sob causa suspeita da picada do mosquito. Os números representam um aumento significativo quando comparados ao ano anterior – porém ainda estão distantes dos índices registrados durante anos de epidemia da doença, com exceção de 2010.

— Minas Gerais viveu três grandes epidemias, em 2010, 2013 e 2016. O número de casos em 2019 ultrapassou o número de casos registrados em anos não epidêmicos. Até o momento, 2019 segue a tendência de anos epidêmicos, no entanto, com menor intensidade que as duas últimas epidemias — informa a SES.

Para fins de comparação, em 2016, Minas registrou 57.617 notificações em janeiro e 137.474 em fevereiro, entre casos confirmados e suspeitos. Já neste ano foram constatadas 17.318 suspeitas em janeiro e 24.913 em fevereiro. No ano passado, em ambos os meses, o número casos prováveis não chegou a três mil.

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