Divinópolis registra risco médio de infestação de dengue

Da Redação

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) divulgou, nesta segunda-feira, 5, o resultado do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypt (Liraa). De acordo com o relatório, foram visitados 4.774 imóveis, de 22 a 26 de outubro, e apresentaram 3,6% de risco médio de infestação.

Segundo o levantamento, o percentual deixa o município com risco médio de infestação. O total de 87,86% dos focos está nas residências; e 12,14%, nos lotes vagos. No total, 173 imóveis apresentaram focos do mosquito, com o maior índice encontrado em objetos passíveis de remoção (baldes, garrafas, latas, recipientes de plástico e pneus), com 38,1%; depósitos móveis (pratos e vasos de plantas, pingadeiras, bebedouros de animais e plantas aquáticas) representam 22,7%. Já o armazenamento de água para consumo humano (caixas d’água, tanques, poços, tambores e manilhas) são 19,2% dos focos. Os depósitos fixos (ralos, caixas de passagem, sanitários em desuso e fontes ornamentais) caracterizam 18,5%. Os depósitos naturais (bromélias) foram encontrados em 1,5% dos locais visitados.

O parâmetro técnico do Ministério da Saúde definiu a porcentagem de 0 a 0,9% como baixo risco de epidemia; de 1 a 3,9%, o risco é considerado de alerta; acima de 4% é alto risco. As regiões Sudeste (5,7%) e Nordeste (4,8%) do município apresentaram alto índice de infestação. Já as regiões Norte (3,9%), Oeste (3,3%), Central (3,1%) e Sudoeste (1,2%) possuem o risco de epidemia médio. 

A região Sudoeste foi a que mais teve imóveis visitados: foram 1.010, e apenas 12 deles continham foco, todos encontrados em residência. Os focos estavam em locais passíveis de remoção (46,1%), depósitos fixos (30,8%), depósitos móveis, armazenamento de água para consumo humano e depósitos naturais apresentaram 7,7%. Os bairros Belvedere e Catalão apresentaram o maior número de bairros na região com foco, com três imóveis em cada. Já os bairros São Judas Tadeu e Padre Herculano apresentaram o índice de apenas um imóvel com foco em cada bairro.

A vigilância visitou 944 imóveis na região Sudeste. Destes, 54 foram identificados com foco, com 81,5% encontrados em residência; e 18,5%, em lotes vagos. Os focos estavam em locais passíveis de remoção (48,4%); depósitos fixos (14,5%), depósitos móveis (21%), armazenamento de água para consumo humano (14,5%) e depósitos naturais apresentaram 1,6%. Os bairros Chácaras Belo Horizonte, Interlagos e Maria Helena apresentaram o maior número de bairros na região com foco, com seis imóveis em cada. Já os bairros Vila das Roseiras, Vale do Sol, Santa Tereza, Sagrada Família, Jusa Fonseca e Nossa Senhora das Graças apresentaram o índice de apenas um imóvel com foco em cada bairro.

Na região Oeste, a Semusa foi a 921 imóveis. Os focos estavam em locais passíveis de remoção (44,5%), depósitos fixos (8,3%), depósitos móveis (25%), armazenamento de água para consumo humano (22,2%) e depósitos naturais não apresentaram focos. Destes, 30 foram identificados com foco, com 73,3% encontrados em residência; e 26,7%, em lotes vagos.Os bairros Santo Antônio dos Campos (7), Campina Verde (4) e Planalto (3) obtiveram maior número de imóveis com foco positivo. Os menores índices foram encontrados nos bairros Vila Santo Antônio, Walchir Resende, Rancho Alegre, Primavera II, Campina Verde e São Roque contêm um imóvel com foco em cada.

A segunda região com maior risco de infestação é a Nordeste. Nela, 774 imóveis foram explorados, e em 37 havia focos: 97,3% foram encontrados em residência; e 2,7%, em lotes vagos. Os focos estavam em locais passíveis de remoção (36,6%), depósitos fixos (24,4%), depósitos móveis (29,2%), armazenamento de água para consumo humano (9,8%), e depósitos naturais não apresentaram focos. Os bairros Espírito Santo (8), São Luís (7) e Danilo Passos I (3) contêm o maior foco. Os menores índices foram encontrados nos bairros Universitário, Doutor José Thomas, Danilo Passos II, Icaraí e Candidés contêm um imóvel com foco em cada.

A região Norte teve 671 imóveis verificados. Ao todo, 26 apresentaram foco: 92% foram encontrados em residências; e 8%, em lotes vagos. Os focos estavam em locais passíveis de remoção (17,8%), depósitos fixos (17,8%), depósitos móveis (21,5%), armazenamento de água para consumo humano (42,9%), e depósitos naturais não apresentaram focos. Os bairros Nova Fortaleza II e Serra Verde detêm 4 focos em cada, o maior número da região. Os menores índices foram encontrados nos bairros São Vicente, Santa Clara, Jardim das Oliveiras, Fonte Boa, Afonso Pena e Alto das Oliveiras apresentam um imóvel com foco em cada.

Na região Central, participaram do levantamento 454 imóveis, 14 dos quais com foco; e todos em residência. Os focos estavam em locais passíveis de remoção (14,3%), depósitos fixos (35,7%), depósitos móveis (21,4%), armazenamento de água para consumo humano (21,4%) e depósitos naturais (7,2%). Os bairros Porto Velho (4), Sidil (4) e Centro (3) obtiveram o maior número de focos.

O Liraa é uma pesquisa para detectar a presença de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre amarela, da chikungynya e do zika vírus. A Vigilância Ambiental realizou vários mutirões nos últimos meses buscando minimizar os possíveis focos do mosquito. Para mais informações, entre em contato com a Semusa: 3229-6870.

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