Divinópolis registra mais de 600 casos suspeitos de coronavírus em 48h

Janeiro tem as maiores médias diárias de internações, mortes, casos suspeitos e confirmados desde o início da pandemia

Ana Laura Corrêa

Em 48h – desde a última terça-feira, 12 –, Divinópolis registrou 664 casos suspeitos de coronavírus.

Janeiro tem as maiores médias diárias de internações, mortes, casos suspeitos e confirmados desde o início da pandemia.

Notificações

A média diária de casos suspeitos do mês de janeiro é de 286. Até então, o recorde era do mês de dezembro, com média de 251 registros suspeitos diários.

Nos 14 dias do mês de janeiro, já foram contabilizadas 4.009 suspeitas de coronavírus. Enquanto isso, nos 31 dias de dezembro, houve 7.778 registros de casos suspeitos.

Confirmações

Em média 51,5 casos de covid-19 têm sido confirmados diariamente em Divinópolis no mês de janeiro.

O recorde de média de confirmações diárias era, até então, do mês de dezembro, com 46,6.

Houve 721 casos confirmados somente em janeiro. As confirmações, em todo o mês de dezembro, chegaram a 1.446.

Mortes

Nos 14 dias do mês, janeiro já registra 19 mortes em decorrência do coronavírus. Durante todo o mês de dezembro, houve 22 óbitos.

O atual mês tem média diária de 1,36 mortes por covid-19, enquanto em dezembro esse número era de 0,71.

Internações

As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) têm tido, em média, ocupação diária de 58 pacientes em janeiro. Nas enfermarias, esse número chega a 75 pessoas hospitalizadas.

Até então, os maiores registros eram do mês de dezembro, com médias de 45 e 55 em UTIs e enfermarias, respectivamente.

Boletim

Somados os 664 novos casos suspeitos de coronavírus registrados desde terça-feira, a cidade tem 30.903 notificações de suspeitas, segundo o boletim divulgado pela Prefeitura nesta quinta-feira, 14.

A taxa de testagem, no entanto, é de apenas 20,96% e a maioria tem resultado positivo.

Assim, das 30.903 suspeitas, somente 6.480 foram testadas: 4.660 casos foram confirmados – sendo 4.065 recuperados – , 1.779 descartados e 41 em análise.

A taxa de isolamento está em 37%, já a de letalidade da covid-19 marca 2,58%. O ritmo de contágio é de 1,14, o que significa que cada grupo de 100 pessoas contaminadas transmite o vírus para outras 114.

Ocupação

As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da rede particular estão com 75% de ocupação. Há três crianças internadas em UTIs. Veja abaixo a ocupação de cada setor no SUS e na rede suplementar.

Leitos de UTI

  Quantidade de leitos Ocupados Percentual de ocupação Disponíveis
Particular 44 33 75,0% 11
SUS 50 25 50,0% 25
Total 94 58 61,7% 36

Leitos de enfermaria

  Quantidade de leitos Ocupados Percentual de ocupação Disponíveis
Particular 71 46 64,8% 25
SUS 56 30 53,6% 26
Total 127 76 59,8% 51

Mortes

Mais três mortes foram confirmadas nesta quinta-feira e a cidade chegou a 120 óbitos em decorrência da covid-19 – outros dois são investigados.

Nos 14 dias de janeiro já foram registradas 19 mortes por coronavírus.

Até o momento, o recorde de óbitos ocorreu em dezembro, que teve 22, seguido por agosto, com 18.

— Isso acaba sendo reflexo do grande aumento do número de casos que nós estamos observando nas últimas semanas. Então, quanto mais casos nós registramos, mais casos ativos possivelmente temos na cidade, mais pessoas com critério para as formas grave estão sendo expostas, mais pacientes graves na UTI e, é claro, um maior registro do número de óbitos — explicou a médica infectologista Rosângela Guedes, que atua nos hospitais São Judas e Complexo de Saúde São João de Deus.

Embora a doença seja apontada como de baixa letalidade – marcando 2,58% atualmente em Divinópolis –, essa taxa pode ser maior dependendo de alguns fatores.

— A taxa é calculada com o número de óbitos que acontece com relação ao número de casos confirmados. Mas o que as pessoas precisam entender é que essa taxa de letalidade baixa é quando eu tomo o montante de todos os pacientes infectados. Quando a gente vai considerar pacientes acima de 60 anos, essa taxa é muito superior, chega a ser mais de 14%, em pacientes com 80 anos mais de 80% — ressaltou a médica.

Rosângela Guedes destacou que o número de mortes pode ser maior do que o registrado nos boletins.

— Esse número é até subestimado, porque muitos pacientes estão evoluindo para óbito, com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que nós sabemos se tratar de uma condição de coronavírus,mas que a gente não consegue confirmar o diagnóstico antes do óbito, seja porque não houve tempo hábil para coleta do exame ou porque o exame inicial veio negativo, e exames negativos não invalidam o diagnóstico de infecção pelo coronavírus — explicou.

A maior parte das mortes é registrada entre pacientes com mais de 60 anos ou com comorbidades, no entanto, há registros de óbitos de jovens e até mesmo de crianças.

— O registro de óbitos de crianças em Divinópolis foram de crianças não do município, mas que foram assistidas aqui, de cidades vizinhas — afirmou a médica.

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