Divinópolis registra mais de 1,7 mil casos suspeitos de coronavírus em uma semana

Da Redação

Divinópolis registrou 1.789 novos casos suspeitos de coronavírus em uma semana.

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) nesta segunda-feira, 25, a cidade tem 33.677 notificações de suspeitas. A taxa de testagem dos casos suspeitos, no entanto, é de apenas 20,90% e a maioria tem resultado positivo.

Assim, das 33.677 suspeitas, somente 7.041 foram testadas: 5.220 casos foram confirmados – sendo 4.637 recuperados –, 1.804 descartados e 17 em análise.

A taxa de isolamento está em 37%, já a de letalidade da covid-19 marca 2,55%. O ritmo de contágio é de 1,13, o que significa que cada grupo de 100 pessoas contaminadas transmite o vírus para outras 113.

Janeiro

O mês de janeiro já tem alguns dos piores indicadores desde o início da pandemia. 

Nos 25 dias deste mês, já foram registradas 32 mortes em decorrência da covid-19, contra 22 óbitos de dezembro.

A média de internações deste mês também é a pior já registrada desde o início da pandemia: 76 hospitalizações no setor de enfermaria e 57 em UTIs. Até então, o recorde era também de dezembro, com 55 e 45, respectivamente.

O mês de janeiro ainda tem as maiores médias diárias de casos confirmados e suspeitos. São cerca de 271 novas suspeitas registradas por dia e 51,2 confirmações – em dezembro, esses números eram de 251 e 46,6, respectivamente.

Apenas nos 25 dias de janeiro, já houve 6.783 novos casos suspeitos e 1.281 confirmados. Nesses indicadores, o mês ainda aparece atrás de dezembro, que teve 7.778 suspeitas e 1.446 confirmações.

Ocupação

Há três crianças internadas em UTIs. Veja abaixo a ocupação de cada setor no SUS e na rede suplementar.

Leitos de UTI

  Quantidade de leitos Ocupados Percentual de ocupação Disponíveis
Particular 45 32 71,1% 13
SUS 50 28 56,0% 22
Total 95 60 63,2% 35

Leitos de enfermaria

  Quantidade de leitos Ocupados Percentual de ocupação Disponíveis
Particular 71 38 53,5% 33
SUS 56 37 66,1% 19
Total 127 75 59,1% 52

Mortes

Mais três mortes foram confirmadas nesta segunda-feira e a cidade chegou a 133 óbitos em decorrência da covid-19.

Nos 25 dias de janeiro já foram registradas 32 mortes por coronavírus e o mês é o mais letal desde o início da pandemia.

Dezembro teve 22 óbitos, seguido por agosto, com 18.

— Isso acaba sendo reflexo do grande aumento do número de casos que nós estamos observando nas últimas semanas. Então, quanto mais casos nós registramos, mais casos ativos possivelmente temos na cidade, mais pessoas com critério para as formas grave estão sendo expostas, mais pacientes graves na UTI e, é claro, um maior registro do número de óbitos — explicou a médica infectologista Rosângela Guedes, que atua nos hospitais São Judas e Complexo de Saúde São João de Deus.

Embora a doença seja apontada como de baixa letalidade – marcando 2,58% atualmente em Divinópolis –, essa taxa pode ser maior dependendo de alguns fatores.

— A taxa é calculada com o número de óbitos que acontece com relação ao número de casos confirmados. Mas o que as pessoas precisam entender é que essa taxa de letalidade baixa é quando eu tomo o montante de todos os pacientes infectados. Quando a gente vai considerar pacientes acima de 60 anos, essa taxa é muito superior, chega a ser mais de 14%, em pacientes com 80 anos mais de 80% — ressaltou a médica.

Rosângela Guedes destacou que o número de mortes pode ser maior do que o registrado nos boletins.

— Esse número é até subestimado, porque muitos pacientes estão evoluindo para óbito, com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que nós sabemos se tratar de uma condição de coronavírus,mas que a gente não consegue confirmar o diagnóstico antes do óbito, seja porque não houve tempo hábil para coleta do exame ou porque o exame inicial veio negativo, e exames negativos não invalidam o diagnóstico de infecção pelo coronavírus — explicou.

A maior parte das mortes é registrada entre pacientes com mais de 60 anos ou com comorbidades, no entanto, há registros de óbitos de jovens e até mesmo de crianças.

— O registro de óbitos de crianças em Divinópolis foram de crianças não do município, mas que foram assistidas aqui, de cidades vizinhas — afirmou a médica.

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