Divinópolis pode ficar politicamente dependente de Nova Serrana 1

 

Pelo menos para os vereadores Ademir Silva, Zé Luiz da Farmácia, Josafá Anderson e Raimundo Nonato, isso não é relevante. Explico: esses vereadores irão apoiar o deputado estadual de Nova Serrana Fábio Avelar, que busca a reeleição. Um direito deles. Os argumentos que usam para justificar o apoio a candidato de outra cidade vão desde o fato de que Avelar doou R$ 50 mil para um time de futebol até ao de que candidatos com base eleitoral em Divinópolis não os procuraram pedindo apoio. Entendo que um edil apoiar um candidato de Nova Serrana porque ele doou verbas parlamentares para seu time de coração é muito pouco em comparação à pauta macro que Divinópolis precisa ver executada, que é, reiterando: terminar a construção do hospital público e colocá-lo em pleno funcionamento, resolver o caos na saúde, exigir pelo meio cabível que o governador Fernando Pimentel libere as verbas da saúde, tocantes, por direito, a Divinópolis e retidas nos cofres do Estado, duplicação da MG-050 de Divinópolis até a rodovia BR-262, dentre outras reivindicações. E que o deputado de Nova Serrana, em quatro anos de mandato, não resolveu. A propósito, cadê a verba de R$ 1 milhão que o deputado Fabio Avelar prometeu para a UPA de Divinópolis? Prometer e não cumprir anula as simplórias motivações acima, apontadas pelos vereadores.

 Divinópolis pode ficar politicamente dependente de Nova Serrana 2 

Por que Divinópolis pode cair nessa submissão política à Nova Serrana? A basear nas eleições de 2014, em que os votos válidos para deputado estadual ficaram na casa dos 72.5 % e imaginando que este ano os números sejam próximos daqueles, teríamos 117 mil votos válidos para serem disputados pelo deputado Fábio Avelar pelos sete candidatos de Divinópolis e ainda pelos 539 candidatos de fora, votados em Divinópolis. Pergunto: aqueles quatro vereadores que optaram por votar em Fábio Avelar para deputado estadual não encontraram entre os sete candidatos de Divinópolis um que merecesse seus votos? E se Divinópolis ficar sem um representante na Assembleia Legislativa? Será que haveremos de passar pelo vexame de sermos representados politicamente por outra cidade, no caso, por um deputado de Nova Serrana?

CPI dos Áudios: Jornalista Geraldo Passos não quer ser interrogado por Edson

 O jornalista Geraldo Passos será ouvido peça CPI dos Áudios para que explique sua participação neste imbróglio envolvendo Galileu Machado, sob alegação de que este teria ofertado ao Marreco um cargo na prefeitura sem precisar trabalhar. Geraldo, até quer ser convocado para dar sua contribuição para a CPI, prometendo que “se convocado, possui gravações que podem dar uma reviravolta no caso”. Deixou claro, porém, que não quer ser interrogado por Edson Sousa, um dos membros da CPI e que sua advogada já arguiu a suspeição do vereador. Se reconhecida essa suspeição suscitada, o vereador é afastado da inquirição. A alegação de Geraldo é de que Edson tem problemas pessoais com ele tendo inclusive o processado. Realmente, Geraldo Passos tem razão. Por quê? Porque além da lei, clama ao bom-senso que inimigos não têm isenção.

No governo de Aristides Salgado, trocava-se lixo por leite - 

Hoje se fala muito em reciclagem. Mas nos anos 80 e 90, falava-se pouco. Na Administração de Aristides Salgado, foi criado o programa “Leite para quem precisa”. Funcionava assim: todo fazendeiro e pequeno produtor rural que recebia algum benefício da prefeitura – silagem, conservação das estradas, inseminação para melhorar a qualidade do gado, entre outras melhorias de nossa responsabilidade – oferecia em troca certa quantidade de leite que a cooperativa Karinho envasava. Mercearias foram cadastradas em diversos bairros e eram os pontos onde as pessoas mais humildes podiam trocar 1 kg de lixo reciclável por um litro de leite. Uma coisa simples, prática, muito eficiente e que nunca onerou os cofres do município.

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