Divinópolis não terá o tradicional pré-carnaval

Ponto facultativo referente à festa já está suspenso na cidade

 

Da Redação 

Divinópolis sempre teve no carnaval uma de suas maiores festas populares. Nos anos 70, a população lotava a avenida 1º de Junho para ver os desfiles dos blocos caricatos e das escolas de samba. À época, desciam a avenida entre oito blocos e sete escolas. Havia ainda os tradicionais bailes promovidos pelos clubes particulares da cidade. Já na década de 1980, a festa popular foi perdendo força, devido à ausência dos responsáveis diretos pelas realizações. Do início do ano 2000 até pouco tempo atrás, a cidade ficava vazia no período do carnaval. Até que, há seis anos, o Bloco do Cléo resgatou a comemoração, mas em formato de pré-carnaval. O sucesso foi absoluto e a cidade abraçou o evento, que, no início, teve três mil pessoas e, na edição do ano passado, levou 30 mil pessoas para as ruas da cidade.      

Interrompido 

Mas, neste ano, vai ser diferente. Mesmo havendo esforços das autoridades em saúde, o pré-carnaval não será realizado.  

O anúncio foi feito pelo prefeito, Gleidson Azevedo (PSC), em entrevista coletiva, na última semana.

De acordo com o prefeito, a medida se deve à covid-19 e tem como objetivo impedir a propagação do vírus.

— O ponto facultativo, referente à data, já está suspenso na cidade — disse.    

A mesma medida já havia sido tomada pelo prefeito de Carmo do Cajuru, Edson Vilela (PSB). 

Blocos

O Bloco do Cléo, grupo carnavalesco independente, por meio de seu conselho deliberativo, informou, mesmo antes do parecer da Prefeitura que, em 2021, pela primeira vez em seis anos de existência, não estaria nas ruas.

A reportagem entrou em contato com os demais blocos ‒ Os Caveiras, Haja Amor e Raça Mundi ‒ que participam do evento e todos também alegaram que não participariam da festa devido à pandemia.

— Não haveria condições alguma para colocar o bloco na rua. Primeiro pela pandemia do coronavírus e, segundo, que nós não ensaiamos há um ano. Além do mais, não daria tempo de correr atrás de patrocínio, sem falar nas inúmeras obrigações a serem seguidas. Na fé que tudo vai passar, nos encontramos em 2022 — disse o diretor do Bloco dos Caveiras, Renato Dias.  

 

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