Divinópolis abriga 12 pacientes de fora

Contaminados pelo coronavírus são de Coromandel e Monte Carmelo; ontem chegou mais um

Da Redação 

A situação da covid-19 está cada dia pior em Minas Gerais. Na região Triângulo Norte, denominada assim pela gestão de Romeu Zema (Novo), faltam vagas nos hospitais, e a situação refletiu em Divinópolis. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou a operação “Triângulo Norte” neste fim de semana e transferiu 11 pacientes ‒ sendo oito de Coromandel e quatro de Monte Carmelo ‒ para Divinópolis. O último foi ontem, uma mulher de 53 anos. Da região “Triângulo Sul”, por enquanto, não veio ninguém. Antes, era apenas Triângulo Mineiro, compreendendo cidades importantes como Uberlândia e Uberaba.  

A ação da SES foi feita em parceria com o CIS-URG Oeste e a Prefeitura de Divinópolis, e realizada com o apoio do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) e o 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. 

De acordo com o secretário municipal de Saúde de Coromandel, Guilherme Ricardo de Assis Ferreira, a cidade vive um surto de covid-19. Desde o início de fevereiro já foram transferidos 32 pacientes para municípios do Triângulo, Alto Paranaíba, Norte e agora Centro-Oeste de Minas. 

Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foram transferidos no sábado, 13, dois pacientes, sendo dois homens, de 45 e 47, respectivamente; ambos foram levados para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital de campanha da UPA. Já no domingo, 14, vieram nove pacientes, sendo cinco mulheres, com idades entre 32 e 58 anos; e quatro homens com idades entre 41 e 76 anos. 

Conforme informou a Superintendência Regional de Saúde, uma mulher foi levada para a enfermaria do Complexo de Saúde São João de Deus, e quatro foram transferidas para a UTI do Hospital de Campanha da UPA; um homem para a enfermaria do Complexo de Saúde São João de Deus, e três para a UPA. 

O 12°

A cidade recebeu ontem mais um paciente no fim da tarde. A mulher, de Coromandel, tem 53 anos, chegou por volta das 17h e foi encaminhada para o hospital de campanha. Segundo o Samu, a paciente estava intubada, em estado grave. 

Sem risco 

Apesar de o prefeito Gleidson Azevedo (PSC) classificar a operação como uma “operação de união”, a situação trouxe preocupação para os divinopolitanos. Grande parte da população questiona se a vinda dos pacientes não afetará os leitos disponíveis na cidade. Em entrevista ao Agora na tarde de ontem, Gleidson garantiu que a situação é tranquila e reforçou a importância da ajuda aos municípios. A posição do prefeito está na íntegra nas plataformas digitais do Agora.  

Ariculação

O superintendente regional de Saúde, Júlio Barata, afirma que a ação foi articulada pelo Governo do Estado de forma que não sobrecarregue o sistema público de Saúde de Divinópolis.  

— A tomada de decisão de transferir estes pacientes para a Microrregião Oeste leva em consideração, inclusive, uma taxa de ocupação para o futuro — afirma. 

SES

Em nota, a SES informou que quanto à disponibilidade de gases medicinais, especialmente o oxigênio, o fornecimento se encontra normal. Segundo a Secretaria, houve falta do insumo em Monte Carmelo, mas a situação já foi resolvida. 

— Pontualmente, no município de Monte Carmelo, havia a necessidade por cilindros de oxigênio, o que foi localmente resolvido. Ademais, o Governo de Minas Gerais, por meio de suas Secretarias de Saúde e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, tem acompanhado e monitorado o consumo de oxigênio e outros insumos e suprimentos relacionados ao enfrentamento da covid-19  — garante. 

Ainda de acordo com a SES, o monitoramento abrange o acompanhamento do consumo junto a municípios e/ou prestadores, bem como, em alguns casos, conversas diretas com fornecedores estratégicos.

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