Divinópolis

Adriana Ferreira 

Após defender Santo Antônio do Monte na questão dos fogos de artifício, fui acusada de não gostar de Divinópolis. Isso é leviano e sem fundamento, porque eu sempre me referi à Terra do Divino como a “boadrasta”, a terra das oportunidades. Até há uns 30 anos, brincávamos que, em um grupo de 10 pessoas, 11 não eram de Divinópolis, tanto que a cidade atraía gente de toda parte do Brasil e do mundo. Gente de Divinópolis mesmo, da gema, havia poucos. Minha saudosa professora de alemão, dona Gisela Grabe, contava que saiu da Alemanha fugindo dos horrores da Segunda Grande Guerra com ideia de chegar aqui na Princesinha do Oeste. Ela contava que, de Belo Horizonte a Divinópolis, foram mais de oito horas de viagem. Dizia ainda que, quando deu à luz o segundo filho, Sebastian Grabe, um dos grandes nomes de professores de regência no mundo (isso mesmo, cidadão divinopolitano!), morava no bairro Porto Velho, e vizinhos foram lá saber se as mulheres de onde ela veio davam à luz igual às de cá. Nada a estranhar na pergunta! De lá, foi morar no bairro Niterói e depois no Sidil. Preciso frisar que dona Gisela detestava fogos de artifício. Ela dizia não entender o porquê de o brasileiro precisar contar para o mundo todo que está comemorando algo. Mesmo assim, nunca deixou Divinópolis ou o país, tendo retornado à Alemanha somente em meados da década de 1990 e a passeio. Esta cidade tem seus encantos.

Divinópolis II

Aqui cheguei no fim da década de 1970 e, passados 40 anos, só tenho a agradecer. Aqui nasceram minhas Marias, aqui tive oportunidade de ter uma carreira, e minha gratidão demonstro gerando empregos, ainda que poucos, investindo em jovens através de nosso programa de estágio e defendendo a cidade. Defender Divinópolis, Santo Antônio do Monte, Minas Gerais e o Brasil é missão, é sacerdócio.

Divinópolis III

Repito sempre, é uma cidade para se realizar tanto no pessoal quanto no profissional, sendo considerada uma das 100 melhores do país para se viver. O Brasil tem quase seis mil municípios, então, podemos afirmar que, apesar de tudo, estamos bem e temos muito para melhorar, porque aqui é possível se reinventar. A cidade só precisa estar nas mãos certas.

Prefeitura e Matheus Costa

A novela entre o governo municipal e o edil está longe de acabar. O Executivo acusa o vereador de falar sem conhecimento, e o parlamentar rebate procurando demonstrar que tem razão. Para ele, a atual gestão está acabando com a cidade, e, considerando seu estado de abandono, infelizmente, é forçoso dar razão ao vereador.

Palhaços

Hoje tem espetáculo? Tem, sim, senhor! No Teatro Gravatá, a partir das 19h, Rogério Jacques e Sidney Pierre darão vida aos nossos queridos palhaços Pimpão e Fumaça. Dois grandes profissionais do entretenimento, amados por crianças, jovens e adultos. Não percamos! E, como a coluna é de política, não poderia deixar de destacar Rogério Jacques, que é palhaço, mas de bobo não tem nada. É pós-graduado em gestão pública e dá show nas redes sociais com suas críticas sutis e apimentadas e sempre bem colocadas. Deixo aqui registrado seu comentário sobre o preço dos combustíveis, no qual ainda dá uma espetada na Copasa: “Do jeito que está o preço do etanol, breve melhor abastecer com whisky. O problema será o gelo, se for da Copasa, tem a taxa do esgoto”. Espero que tente o legislativo! Partidos, atenção!

Prefeitáveis

Repetindo: Galileu, já deu!

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