Diretoria azul sob pressão

José Carlos de Oliveira

Os cruzeirenses vivem momentos de pavor e incerteza, à espera de uma posição definitiva dos atuais dirigentes que estão à frente dos destinos do clube. A esperança dos torcedores é que os ‘homis’ que levaram a Raposa para o buraco criem, enfim, vergonha na cara, aceitem ser afastados e abram caminho para que outras pessoas assumam seus cargos e tentem reerguer novamente o Cruzeiro.

Reunião

Uma reunião aconteceu na manhã de ontem, entre o atual presidente do Conselho Deliberativo, José Dalai Rocha, e o presidente Wagner Pires de Sá, na tentativa de um encontrar uma saída para a crise, com o afastamento de todos aqueles que hoje ocupam cargos diretivos no clube, do Conselho à presidência, mas até o fim da tarde nada de concreto havia sido anunciado.

Enquanto Dalai deixou o encontro esperançoso com um desfecho, o presidente se reuniu com membros da diretoria atual para buscar um acordo, garantindo que faria o que fosse o melhor para o Cruzeiro.

Pressão

Mas, enquanto uma posição definitiva não for anunciada, a China Azul não pode baixar a guarda, tem que manter os protestos em frente a sede administrativa, exigindo que Wagner Pires e seus vices abram caminho para que outras pessoas assumam o comando e tentem tirar a Raposa da enrascada em que eles a meteram. Ficar do jeito que está é que não pode acontecer, de maneira alguma.

Culpa de todos

Mas é bom que uma coisa fique bem clara, todos, mas absolutamente todos mesmo – da diretoria atual, passando pela oposição e por parte das torcidas organizadas – têm culpa no cartório. Na ânsia de se darem bem, a qualquer custo, eles jogaram lama sobre o clube, pouco se importando com as consequências de seus atos.

A oposição fez de tudo para prejudicar os dirigentes atuais, vendeu a alma para o diabo, e o resultado foi o mar de lama em que a Raposa se viu jogada.

Em busca de um técnico

Metade do período de férias dos jogadores já se passou e a diretoria atleticana ainda não definiu quem será o treinador do time na próxima temporada. Mas pelas contratações até aqui anunciadas – do lateral direito Maílton e do meia-atacante colombiano Dylan Borrero –, nenhum dos nomes já ventilados pela imprensa servem para o Galo.

Técnicos como Jorge Sampaoli e outros mais renomados não vão querer trabalhar apenas com jovens promessas e exigirão uma ‘grana alta’ para vir para Minas Gerais.

Saídas

Além da chegada dos jovens, também a saída de antigos medalhões, como Luan e Elias, mostra bem qual é o pensamento do presidente alvinegro e do diretor Rui Costa. O Atlético sinaliza que terá em 2020 um grupo formado por jovens jogadores, e isto afasta da Cidade do Galo treinadores que preferem trabalhar com jogadores já prontos, em condições de vestir a camisa titular no primeiro treino.

O caminho

E nem adianta a Massa chiar, porque é esse mesmo o caminho. Para se dar bem – técnica e financeiramente – os principais times do Brasil devem correr alguns riscos, formando um elenco jovem, em condições de mais à frente render um bom dinheiro aos cofres dos clubes. É esta a única alternativa, no endividado futebol brasileiro.

Tirando Flamengo e Palmeiras, que vivem situações confortáveis, nenhum outro clube do País está em condições de fazer grandes investimentos.

Esta é a realidade.

Na seleção

E para mostrar o acerto desta medida, o Atlético é o único clube de Minas Gerais a ter jogadores convocados para a seleção pré-olímpica. O técnico André Jardine anunciou, na tarde de ontem, no Rio de Janeiro, os 23 atletas que disputarão o pré-olímpico em janeiro, incluindo na lista o goleiro Cleiton e o lateral direito Guga.

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