Dias tumultuados

Vivendo dias complicados, dentro e fora dos gramados, o Cruzeiro tem apenas uma certeza para o futuro: o fim de temporada será de batalhas difíceis e hoje é quase impossível fazer qualquer prognóstico de como começará o ano de 2020 para o clube.

Do lado do torcedor, a esperança é de que o time reencontre seu caminho e busque, em campo, as vitórias que precisa para ter um fim de Brasileirão à altura da grandeza do clube estrelado.

 

Política

 

Mas, do lado de sua política, tem muita gente jogando contra o próprio patrimônio e fazendo de tudo para jogar o nome da Raposa na lama. Esta briguinha interna entre dirigentes de correntes opostas da diretoria azul é um jogo de egos que não faz bem nenhum ao Cruzeiro.

Quem discorda desta verdade é porque não enxerga um palmo à frente do nariz.

 

A quem interessa?

 

Desde a eleição de Wagner Pires de Sá, no início do ano passado, com o presidente trazendo para sua diretoria, Itair Machado e o tal de Serginho Nonato (que nem deveria ter sido contratado), ficou evidente o ‘racha’ entre diretores e conselheiros, com troca de farpas entre os antigos dirigentes e o atual mandatário do futebol no clube (o tal de Itair), que só fizeram jogar o nome do clube na lama.

A turma do quanto pior, melhor, entrou enfim em ação, com os dois lados fazendo de tudo para se dar bem sem se preocupar nem um pouco se estavam sujando o nome da instituição.

E o torcedor ficou no meio da guerra, sem saber qual lado estava com a razão, mas sempre com a esperança de que o bom senso prevalecesse e fosse o Cruzeiro a sair vencedor ao fim da ‘guerra’, com uma limpa geral sendo feita no clube, tirando de lá os que nada acrescentam à história azul e branca.

 

MANGUEIRAS BRASIL

 

Ânimos estão exaltados

 

Os ânimos se acirraram nesta semana e novos capítulos foram acrescentados à briga, com o Cruzeiro ocupando novamente as manchetes, não por seus feitos, mas pelos desmandos de diretores e torcedores. E, mais uma vez, fica evidente que o menos importante para alguns dos envolvidos na batalha é o clube Cruzeiro. Eles querem apenas se dar bem e tirar algum proveito desta trágica história.

 

Falar menos

 

E dentro do quadro atual, as ‘más companhias’ pegam palavras pela metade e declarações de uns e outros para jogar ainda mais lenha na fogueira, fazendo de tudo para levar o caos até os jogadores e à nova comissão técnica.

É neste quadro que entram Thiago Neves e Rogério Ceni. Tanto o camisa 10, quanto o novo treinador têm caráter forte e não são de fugir de uma briga, e nestas horas devem cuidar de trabalhar mais e falar menos, senão darão é combustível aos inimigos. Qualquer coisa que é dita vira querosene nas mãos deste pessoal que só quer ver o circo pegando fogo para se esbaldar nos restos.

 

Invasão ao local de trabalho

 

E nesta briguinha entram determinados torcedores, que podem ser chamados de tudo menos de amantes do clube azul. Ninguém nega o direito ao protesto, mas esta de determinada organizada da Raposa querer invadir o centro de treinamentos é mesmo o fim da picada. Ali é um local de trabalho e, como tal, deve ser respeitado.

 

Bom senso

 

Ainda bem que nem todos querem o caos, e nesta semana torcedores verdadeiros foram chamados a colaborar neste momento. Em reunião com jogadores, quatro organizadas do Cruzeiro (Pavilhão Independente, China Azul, Geral Celeste e Torcida Jovem) deixaram claro não concordar com os atos da Máfia Azul, com protestos no centro de treinamentos e ameaças aos jogadores e suas famílias.

 

Conversa

 

Em carta divulgada nas redes sociais, os torcedores afirmaram que Fábio, Rafael, Leo, Dedé e Henrique proporcionaram uma “conversa franca, aberta e verdadeira”. ‘Os jogadores confiam na diretoria, e afirmaram que um único mês de salários atrasados, não seria justificativa para o desempenho nos últimos jogos’, relataram os torcedores.

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