Dever de casa

Editorial 

 O dia de os eleitores fazerem o dever de casa está chegando. Domingo já é novembro, e vão faltar apenas 15 dias para as eleições 2020. As campanhas já começam a ficar acirradas e os candidatos a mostrar que não estão para brincadeira e que vale tudo para ter o poder nas mãos. Desde o início da campanha eleitoral, o Agora tem batido nesta tecla: a responsabilidade do eleitor. Nada é mais clara e límpida do que a situação que Divinopolis se encontra atualmente. Nenhuma obra importante foi feita nos últimos quatro anos com repasses travados no Estado. A Prefeitura mal deu conta de pagar os funcionários e fazer operações tapa-buraco. E, se nos últimos quatro anos a coisa não foi fácil, nos próximos quatro, então, vai ficar pior. O reflexo da pandemia da covid-19 vai vir com tudo e, para que a cidade não afunde, será necessária muita garra, trabalho e articulação política dos futuros representantes de Divinópolis. 

Para avaliar qual candidato se encaixa melhor neste perfil, tanto para o Executivo quanto para o Legislativo, o eleitor terá que voltar um pouco no tempo. Será necessário que faça um comparativo de algumas situações. A cidade viveu sem sombra de dúvidas uma legislação bem atípica. Nunca antes na história de Divinópolis Executivo e Legislativo travaram uma batalha como a dos últimos quatro anos. A tão sonhada renovação foi feita, mas com ela vieram vários problemas. O plenário da Câmara virou um verdadeiro picadeiro. Um vereador queria aparecer mais que o outro e não dava para saber qual trabalhava mais em causa própria. Até mesmo nos assuntos mais delicados, mais sensíveis, alguns tiravam proveito. Trabalhar pelo coletivo, pelo povo divinopolitano mesmo, a população pode contar nos dedos quantos foram e quantas vezes fizeram. 

Alguns adotaram o discurso de oposição ferrenha, esquecendo-se que nem sempre oposição é sinônimo de inteligência e que tal atitude afetava de forma negativa a população. Fizeram da política divinopolitana um verdadeiro cabo de guerra com o prefeito Galileu Machado (MDB) e colocaram os seus interesses acima dos interesses do povo. Não cobraram quando tinha que cobrar, e não fiscalizaram o que tinha que fiscalizar. São fatos como estes que devem ser relembrados e analisados de forma racional pelos eleitores, pois a cidade não resiste a mais quatro anos de picadeiro. Agora a coisa vai ficar mais do que séria e serão necessários 17 vereadores comprometidos com o povo e que trabalhem de forma harmônica com o Executivo, assim como determina a Constituição Federal. 

Pode ser chato e cansativo, mas é de uma importância surreal que o eleitor faça o dever de casa de forma certinha e não se venda por uma cesta básica, um tijolo, um saco de cimento ou por promessas que nunca serão cumpridas. Isso custa vidas! Custa comida na mesa! Custa transporte público, educação, saúde e infraestrutura de qualidade. Para ter UPA, posto de saúde, escola funcionando, asfalto na porta de casa, esgoto canalizado e muitas outras melhorias é primordial que o eleitor cumpra a sua parte, para depois não passar quatro anos choramingando nas redes sociais.

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