Deu a lógica

Como era esperado desde o ano passado, “raposas velhas” da política seriam banidas e os eleitores iriam apostar no “novo”. Qualquer candidato que nunca houvesse ocupado nenhum cargo político ou o posto a qual pretendia se reeleger, sairia derrotado deste processo eleitoral. Situação que foi confirmada nas urnas desde o primeiro turno. Renovação que ocorreu no Legislativo e Executivo e saciou em parte o desejo da população que era o de mudança.

Nas duas esferas

Tanto me nível federal, quanto de estado, as mudanças foram significativas. Minas Gerais foi exemplo nos dois poderes. A renovação na Assembleia Legislativa foi acima de 30% e o governador eleito saiu do anonimato para se tornar o protagonista da disputa. O empresário Romeu Zema surpreendeu no primeiro turno e ratificou a soberania no segundo com quase 80% dos votos. O mesmo ocorreu com o escolhido no Rio de Janeiro. Um magistrado desconhecido foi o grande vencedor. As mudanças foram as ideais? Longe disso, mas já o começo.

Agora é torcer

Ideais ou não, esta foi a vontade da maioria. O que se espera a partir da posse dos eleitos é que as promessas sejam cumpridas e que eles honrem com o anseio de mudança da população. O que se espera mais ainda é que os mesmos eleitores que fizeram esta escolha, que brigaram e que os defenderam com unhas e dentes, estejam também apostos para cobranças em caso de descumprimento do que foi passado durante as campanhas. Isso é o mínimo e obrigação. Não basta mudar os escolhidos, as atitudes também. Tanto dos eleitos, quanto da população que, infelizmente, ainda boa parte vota por interesses.

Maior índice

Uma prova de que a mudança não foi completa foram os votos brancos de nulos neste segundo turno das eleições. Eles representam uma grande parcela dos 147,3 milhões de eleitores brasileiros. Para se ter uma ideia desta proporção, 31 milhões de brasileiros deixaram de votar, 21,30% do eleitorado. Somados aos brancos e nulos, 42 milhões não escolheram um dos dois candidatos.  Esse é o maior índice desde a redemocratização do Brasil. Isso significa que para este montante nenhum servia.

Chega

As eleições terminaram. Mas, isso significa que as discussões, especialmente, nas redes sociais, acabaram? Negativo. Vencedores ou perdedores continuam dando “a cara a tapa” nas redes sociais. Muita gente ficou inimiga, outras receberam ameaça, mas só se esqueceram de uma coisa: a vida continua. Enquanto isso, os eleitos já pensam nas estratégias que serão adotadas de agora para frente. Então, gente, vamos voltar à realidade e ter consciência que acima de tudo está a população cheia de esperança e o Brasil. “Vamos em frente que atrás lá vem gente”.

Toque de recolher

O presidente eleito, por exemplo, já caminha a passos largos. A lista com os 50 nomes da equipe de transição estava quase fechada quando o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), determinou novo toque de recolher na campanha e avocou para si a tarefa de escolher cada um dos aliados que farão parte de seu primeiro time de governo. A decisão pegou alguns do grupo de surpresa, mas foi vista apenas como recuo estratégico. No entorno de Bolsonaro há poucas dúvidas sobre o time que, ao seu lado, emergirá ao poder.

Família e militares

Levados à política pelo pai, o senador eleito Flávio, o vereador Carlos e o deputado federal Eduardo - os três primeiros dos cinco filhos de Bolsonaro - contam com a confiança do presidente eleito e compõem seu grupo mais próximo. Além deles, alguns militares devem formar o esquadrão de frente, como comandar a Casa Civil e a Petrobras. Filhos, generais e políticos. Mistura que promete dar o tom essencial ao novo regente.

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