Desconfiança e taxa de desemprego deixam indústria mineira sem reação

 

Pablo Santos

A indústria mineira segue apática com a desconfiança dos agentes econômicos e a elevada taxa de desemprego. Dados apresentados ontem, em Belo Horizonte pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), confirmam um cenário negativo no acumulado do ano em todos os indicadores como faturamento, emprego, hora trabalhadas e massa salarial.

O faturamento real da indústria geral – composta pelas indústrias de transformação e extrativa – retraiu 2,5% em abril, em decorrência dos recuos nos dois segmentos industriais.

— A pesquisa Indicadores Industriais de abril mostrou que a indústria segue apresentando resultados fracos, refletindo o baixo dinamismo da atividade no estado. O resultado geral marcou a terceira queda mensal em 2019 e o pior desempenho para o mês em quatro anos — destacou a pesquisa.

O faturamento real da indústria mineira de janeiro a abril caiu 5,8%, com retrações de 1,1% na Indústria de Transformação e de 50,5% na indústria extrativa.

As horas trabalhadas, no acumulado do ano, seguiram negativas (-4,5%), em razão das quedas nas indústrias de transformação (-2,1%) e extrativa (-27,9%). O emprego também retraiu, mas em menor patamar: 0,1%.

No acumulado do ano, a massa salarial caiu 3,0%, devido às retrações nas indústrias de transformação (-2,7%) e extrativa (-6,4%).

— No acumulado do ano até abril, todos os índices da indústria mineira mostraram recuo. O resultado pode ser explicado pela queda da Indústria de Transformação e, principalmente, pelo desempenho negativo da Indústria Extrativa, tendo em vista a paralisação de parcela significativa da atividade de extração mineral no estado. A crise de confiança dos agentes econômicos e a elevada taxa de desemprego contribuíram para a fraqueza da atividade no período, limitando as perspectivas de crescimento em 2019 — ressaltou o estudo mensal.

 

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