Das antigas

Preto no Branco 

Demorou, mas nomeou. Um ano depois da saída de Djalma Guimarães, o prefeito Galileu Machado (MDB) tem novo chefe de gabinete. Trata-se se de um amigo bem antigo, da época também de Djalma, que se mudou para Santos, por isso deixou a função. Como este PB antecipou logo quando o cargo ficou vago, trata-se do advogado José Raimundo Martins. Ele chega para reforçar o trabalho junto às bases de Galileu, em ano eleitoral. Analisando por este lado, pode ser que a demora na nomeação tenha sido proposital. Um desgaste com um nome que pode fazer a diferença nesta reta fase importantíssima para pretensões políticas poderia jogar por terra as pretensões do prefeito.  Nesse jogo, cada um luta com as armas que tem.

Dos novos

E as articulações em ano eleitoral só se intensificam. Não é segredo mais para ninguém que elas começam logo após terminar o processo eleitoral e se estendem durante todo o mandato. E dentro deste jogo vale tudo. Acusações, manobras, xingamentos, acusações e o troca-troca de partidos. Muitas esquisitas, isso levando em conta que a migração de alguns ocorre até para siglas de colegas que antes eram duramente criticados por eles. É o que está prestes a acontecer na Câmara de Divinópolis. Chapas de vereadores movimentam os corredores e o presidente, Rodrigo Kaboja, vai se juntar aos “novos”. Vai deixar o PSD rumo ao Solidariedade de Print Jr. E não vai sozinho, junta-se a ele o novato Cesar Tarzan, que abandonará o PP, legenda pela qual foi eleito. Começa assim, depois piora...

Repete-se

Chapas (e muitas, para falar a verdade) vão movimentar a disputa no Executivo. Rumores dão conta de que a cidade terá, no mínimo, sete candidaturas. Isso mesmo, não muito diferente do que ocorreu em anos anteriores. E isso nem é o pior. É o que se faz para manipular o eleitor, que acaba sendo o mais prejudicado no processo, por se deixar iludir e algumas vezes se vender. Até quando não se sabe, o certo é que, com tanto candidato, muita gente se confunde, não entende as propostas e quase sempre opta ou elege um que não é de forma nenhuma o que a cidade necessita. Depois vêm as lamentações, mas aí já é tarde demais.

Cientes

O mais lamentável nesta situação é que boa parte do povo sabe que escolhe errado, e as consequências do ato chegam mais cedo ou mais tarde. E não é só isso. Não é só quem fez uma péssima escolha que sofre na pele com os desmandos dos poderes, é todo mundo. Mas, enquanto estiver satisfeito com a esmola, com o resto, a realidade será esta, só confirmando a frase: a população tem exatamente o governo que merece.

Resistente

A Vale está resistindo a fechar um acordo para realizar obras compensatórias no estado por causa do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. A afirmação é do governador Romeu Zema (Novo). Mesmo assim, ele espera fechar o acordo em breve, caso contrário, vai judicializar a questão. E está mais do que certo. Afinal, o desastre completa um ano no próximo sábado, 25, e até agora tudo indica que caminhará para terminar como ocorreu com Mariana. Apesar de que lá está nas mãos da Justiça, mas, até agora, não adiantou muito, não!

Hospital

Onde Divinópolis entra nesta história? Acordo fechado, a Vale terminaria as obras dos cinco hospitais regionais inacabados no Estado, um deles o de Divinópolis. A Prefeitura diz não ter conhecimento, apenas por ser uma questão de estado. E o mais importante nisso é que o regional instalado no bairro Chanadour é o que está com as obras mais avançadas, assim ficaria pronto primeiro. Então, há, sim, uma luz no fim do túnel.

Prejuízos

As perdas de dezenas de vidas, sendo a maior tragédia neste sentido no Brasil, não sensibilizam nem um pouquinho os donos do “poder”. Afinal, não estão na estatística, muito menos pertencem às famílias que nem sequer tiveram a oportunidade de enterrar seus parentes. E não é só isso, Minas Gerais foi o estado que menos cresceu no 2º e 3º trimestre de 2019, e que teve até recessão. Cenário preocupante e sombrio, mesmo um ano depois. Em se tratando de um país do “quanto custa” e dos “ajeitos”, estranho era se tivesse resolvido.

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