Da boca para fora...

...ou conversa para boi dormir. Qualquer uma das duas afirmações é verdadeira, e deve ser levada a sério pelos eleitores nos próximos dois meses que antecedem as eleições. É simples a conclusão: por que mais de 60% dos atuais governadores são candidatos à reeleição?  Se não conseguiram nestes três anos e meio, fazer nada para que os seus estados melhorassem, ou que pelo menos chegassem a um patamar de governabilidade suficiente, por que querem continuar?

A resposta está no título deste editorial. Tudo da boca para fora, falam que está tudo ruim, mas sabem perfeitamente que há saídas. Ficar no governo, ter uma certa estabilidade, poder mandar e desmandar etc, é a resposta. Sem contar que podem ainda com um certo jeitinho, não tão grosseiro como dos atuais processados por corrupção, aumentar os seus patrimônios.

Verdade: veja-se o caso de Minas Gerais. O atual governador Fernando Pimentel não fez nenhuma grande obra, não deu aumento aos servidores e pior, dividiu no mínimo em três vezes o pagamento. Ele sabe que o seu partido tem chances mínimas de ganhar as próximas eleições.

O que acontece em Minas não é novidade para os outros estados e seus governadores, que estão neste meio dos 60% que querem continuar em seus palácios. Se o governo de Pimentel deve ser considerado de ruim para péssimo, é porque não existem melhoras na educação e na saúde, já que na segurança, as polícias que são muito boas, seguram os índices que crescem até de forma segura, se comparados os dados com outros estados.

Em âmbito nacional, pode-se dizer que os desacertos dos últimos três presidentes, foram os responsáveis por tudo o que de mal acontece no país, principalmente nos três itens básicos: saúde, educação e segurança. É possível sim, uma melhora acentuada com um governo forte, com moral e com apoio suficientes para impor as mudanças de várias regras, de vários códigos, de velhos e arraigados costumes como a corrupção, de um enfrentamento seguro com a criminalidade, e fazer valer a responsabilidade de cada mandatário, através de leis adicionais que os obrigue a isso.

Impossível? – Não, não é; desde que o eleitor entenda e não deixe que haja o retrocesso, ou a volta dos políticos que há décadas acabam com país. Por isso é necessário que se preste bastante atenção no candidato a ser escolhido, não somente para governador, mas principalmente para presidente. O Brasil precisa sair desta mesmice, deixando de lado os preconceitos e pensando forte firme no futuro. Os inacreditáveis 64 mil assassinatos do ano passado, precisam de um freio. A insegurança precisa ser combatida de forma agressiva, pois o povo quer e necessita de sossego e paz. Isso não é difícil, pois há exemplos e a história que está sendo contada hoje, faltam ainda muitos dados, omitidos apenas para que a juventude não saiba do que realmente acontecia quando seus pais e avós podiam sair de casa a qualquer hora do dia ou da noite, em qualquer cidade do país.

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