CSSJD realiza cirurgia inédita em Minas Gerais e apenas a segunda no país

Processo contou com a parceria da empresa CPMH que criou protótipo 3D em titânio para a realização de procedimento em paciente do SUS

Da Redação

O Complexo de Saúde São João de Deus fez história nesta sexta-feira, 11 de dezembro de 2020, com a realização de um procedimento inédito no estado de Minas Gerais. Conduzido pela equipe de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e Odontologia Hospitalar do CSSJD, o procedimento de Reconstrução total de Maxila e Mandíbula Atrófica foi realizado em parceria com a CPMH, uma empresa sediada em Brasília que cria próteses customizadas para a reconstituição da face, arcada dentária, mandíbulas e que doou a prótese utilizada. Esta foi a segunda vez que a cirurgia foi realizada no país e a primeira de Minas Gerais. A primeira intervenção cirúrgica deste porte no Brasil, ocorreu no Rio de Janeiro.

A prótese de titânio foi desenvolvida por meio de uma tecnologia chamada Manufatura Aditiva ou impressão 3D. A técnica permite a confecção de peças, próteses ou implantes sob medida para atender as necessidades de cada paciente. A peça é feita a partir de um exame de tomografia computadorizada, para que a partir da imagem da anatomia do paciente possa ser realizada a confecção da prótese.

No procedimento realizado no CSSJD, o paciente beneficiado foi o senhor J. F. L., de 72 anos, que convivia com uma perda óssea desde os 18 anos, resultando na perda precoce dos elementos dentários. A operação realizada busca promover a restauração oral de pacientes que perderam dentes e ossos, sendo submetidos a um tratamento que se fosse realizado de forma convencional seria mais longo. Com esta tecnologia adotada, o objetivo foi substituir outras técnicas utilizadas e reduzir o tempo de recuperação do paciente.

— Hoje trouxemos a oportunidade de uma reabilitação completa do paciente em uma única cirurgia, devolvendo toda a capacidade funcional perdida para ele, trazendo melhorias no ponto de vista de qualidade funcional, estético e principalmente a aceitação e autoestima — acrescentou o cirurgião-dentista especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Thiago Aguiar.

O responsável técnico da CPMH, Rander Avelar, explicou que o papel social do CSSJD com a população do Centro-Oeste mineiro foi fundamental para a escolha da instituição como parceira neste procedimento histórico. Na avaliação da empresa, este foi apenas o primeiro passo na parceria com o CSSJD para outras situações que buscam impactar a vida de milhares de brasileiros.

— O que mostramos hoje aqui foi uma solução inovadora, segura, que passa a ser uma possibilidade de tratamento no Brasil e em outros países. É extremamente importante que a sociedade entenda que a evolução tecnológica trouxe novos tipos de tratamento, novas terapias. No caso do paciente em questão, assim como ele, vários outros não sabem que existe tratamento para uma atrofia óssea. Em anos anteriores, esses tipos de atrofias severas impossibilitavam a reabilitação dentária dos pacientes. Hoje com essas placas sob medida é possível ofertar o tratamento — completou.

O diretor administrativo jurídico do CSSJD, André Waller destacou o papel social da instituição na vida de várias pessoas no Centro-Oeste mineiro. “O Complexo de Saúde São João de Deus está presente na história de vida de milhares de pessoas ao longo de seus 52 anos. Somos gratos por isso e hoje ainda mais por fazer parte da história e deste processo de recuperação da autoestima do senhor José Francisco, que há tanto tempo aguardava por uma solução para o problema”.

Já a diretora-presidente do CSSJD, Elis Regina Guimarães, ressaltou a importância deste dia histórico para os objetivos da instituição nos próximos anos.

— Um dia histórico como hoje representa o nosso objetivo de ser referência não somente em Minas Gerais, mas também em todo o Brasil. A partir do momento que realizamos um procedimento como este, estamos mostrando para o país o nosso pioneirismo, inovação e nos colocamos à disposição para treinar e capacitar novos profissionais da área para que esta técnica seja desenvolvida em outros estados ou até países — avaliou.

O procedimento que teve duração média de 5 horas e agora o paciente encontra-se em recuperação.

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