Cruzeiro com duas caras

Batendo Bola

José Carlos de Oliveira

jcqueroviver@hotmail.com.br

Com o “chove não molha” da equipe celeste, a pergunta que a China Azul costuma se fazer quando vai ao estádio é: qual o Cruzeiro veremos hoje em campo? Está é realmente a grande dúvida. Não dá para saber. A equipe de Mano Menezes “é de Lua”. Num dia está jogando o fino da bola e no outro parece um grupo de peladeiros que não sabe o que quer da vida.

O técnico estrelado bem que tenta, mas ainda não conseguiu colocar a Raposa para jogar dentro de um mesmo padrão. Hoje é todo ataque e amanhã insiste em ficar atrás, se valendo apenas das jogadas de velocidade.

Se liga, Mano. É vai ou racha. Se não, é você que pode acabar dançando?

Galo homenageia divinopolitana

O Conselho Deliberativo do Clube Atlético Mineiro prestou homenagem à poeta divinopolitana Adélia Prado, com a entrega do Galo de Prata, a comenda maior do clube. A festa aconteceu na tarde de ontem, na sede do clube, em Belo Horizonte, e contou com a participação do jornalista Fred Melo Paiva.

Mineira de Divinópolis, Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em 13 de dezembro de 1935. Professora, filósofa, contista e poeta, como faz questão de ser chamada por não gostar da palavra “poetisa”, Adélia Prado foi professora e exerceu o magistério durante 24 anos, até que a carreira de escritora tornou-se sua atividade central.

Ao longo de sua trajetória, recebeu importantes condecorações, como o Prêmio Jabuti de Literatura 1978 (pela poesia), Ordem do Mérito Cultural, Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil 2007, Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional 2010, Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte 2010, The Griffin Trust for Excellence in Poetry Lifetime Recognition Award 2014 (Canadá), Prêmio Minas Gerais de Literatura 2016 e Prêmio Clarice Lispector 2016, dentre outros.

Em 2013, ao lançar a obra “Miserere”, foi considerada pela crítica especializada a maior poeta brasileira viva, ao lado dos saudosos Manoel de Barros e Ferreira Gullar.

Sua ligação com o Atlético pode ser notada no texto "Rodando", no livro "Filandras", lançado em 2001.

 MANGUEIRAS BRASIL

 

Falcão de volta à seleção

 Falcão de volta à Seleção Brasileira de Futsal para ajudar o novo comando da Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS) a reerguer o esporte e alavancar patrocínios para a entidade. A hora é de todos realmente se unirem e não de abandonar o barco.

Insatisfeito com o comando do escrete canarinho de futsal, Falcão havia anunciado sua despedida da Seleção. Mas agora, com a queda do técnico PC de Oliveira e o rompimento da CBFS com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o craque decidiu voltar atrás e dar sua contribuição à reestruturação do esporte e da CBFS.

Em entrevista, Falcão admitiu o retorno e a intenção de ajudar a seleção brasileira a recuperar patrocinadores, a boa imagem da CBFS e auxiliar no planejamento visando à disputa da Copa do Mundo de 2020.

Falcão já marcou 386 gols vestindo a camisa da seleção brasileira, 48 deles em Copas do Mundo, sendo o maior artilheiro da história do torneio, tem dois títulos da Copa (2008 e 2012), além de ter sido eleito duas vezes o melhor jogador pela Fifa e outras quatro pela revista Futsal Planet, chancelados pela entidade. Dentre os números do craque, destaque ainda para o status de maior artilheiro de seleções dentre todos os esportes ligados ao futebol (de campo, areia e futsal). Aos 40 anos, Falcão se diz feliz por retornar para o lugar de onde não queria ter saído tão cedo.

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