Crítico do fundo eleitoral, vereador abre mão do recurso para as eleições municipais deste ano

Da Redação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira, 8, a fatia destinada a cada um dos partidos políticos através dos R$ 2 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). O recurso foi criticado pelo vereador Matheus Costa (Cidadania) na última reunião ordinária da Câmara, nesta quarta-feira, 10. Segundo o vereador, as siglas fazem "farra" com o dinheiro e, enquanto desfrutam de luxos, a população aguarda atendimento em banco desconfortáveis de Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) sem equipamentos. Outro argumento utilizado foi a possibilidade de tal montante ser utilizado para sustentar os cofres públicos para a prorrogação do pagamento do auxílio emergencial.

— É um escárnio numa guerra contra a vida não ter dinheiro para auxílio emergencial para as pessoas comprarem comida, mas ter para encher os cofres dos partidos para serem gastos da maneira que nós sabemos, com muito luxo e ostentação, tentando ludibriar a população — afirmou.

Para reforçar seu posicionamento, Matheus enviou um ofício para o presidente municipal de seu partido: Fabiano Tolentino. No documento, ele comunica abrir mão dos recursos públicos para a disputa eleitoral deste ano. A atitude, segundo ele, preza pela transparência e austeridade.

— (...) abro mão dos Fundos Partidário e Eleitoral, depositado aos partidos, e dessa forma dispenso toda e qualquer quantia no qual teria direito para possível candidatura em 2020 — escreveu o vereador.

Ao todo, conforme a divisão do TSE, o Cidadania teria direito a cerca de R$ 40 milhões.

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