Crise econômica traz desafios orçamentários para agricultura

 

O grande desafio do Estado em 2018 será buscar alternativas para o enfrentamento da crise econômica. Para isso, será necessário definir as prioridades para o melhor uso dos recursos públicos. A questão foi consenso entre os gestores do Poder Executivo, na abertura dos trabalhos, ontem, da Discussão Participativa do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2017 – 2019 - Revisão 2018.

O evento, organizado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), teve início na semana passada e segue até esta quinta-feira, 9. Os eixos em debate, ontem, são os de desenvolvimento produtivo, científico e tecnológico, assim como os de infraestrutura e logística.

Para o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapemig), Evaldo Vilela, o planejamento será fundamental para executar com eficiência o orçamento da área.

Ele disse que o agronegócio tem sido uma das mais importantes ferramentas de geração de renda e, consequentemente, de equilíbrio das contas estaduais. Diante disso, solicitou apoio da ALMG e da sociedade civil organizada para que as discussões do PPAG definam as prioridades para o setor.

O presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Epamig), Rui Verneque, fez coro às palavras do gestor que o antecedeu e também destacou que será preciso apoio do governo e do Parlamento mineiro para que sejam feitos os investimentos em tecnologia necessários ao desenvolvimento do setor. Segundo ele, diante das dificuldades financeiras, é necessário fazer mais com o mínimo disponível.

Pesquisas

O diretor-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Marcílio Magalhães, lembrou ainda a importância dos investimentos em pesquisa, tendo em vista a recente operação “Carne Fraca”, da Polícia Federal, que afetou toda a cadeia produtiva do setor. Na opinião dele, é necessário que Minas e o governo estadual estejam preparados para proteger a produção, que é uma das mais rentáveis de Minas Gerais.

 

 

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