Cresce a inadimplência em Divinópolis

Faixa de 30 a 39 anos é a mais afetada; dados são referentes ao período da pandemia

Da Redação 

Em tempos de pandemia e crescente índice de desemprego, o consumidor se vê numa situação bastante difícil para se manter, pelo menos com o que seria considerado o básico. Realidade de todo o país e que Divinópolis não fica de fora. Mesmo com a ajuda do governo federal, que paga auxílio emergencial para milhares de pessoas que ficaram sem renda, muita gente teve que se virar entre tantas opções de créditos existentes no mercado, o que pode se tornar uma armadilha para os menos avisados, que podem se endividar além dos limites. 

Divinópolis

De acordo com informações do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil, o número de inadimplentes em Divinópolis cresceu 3,25% em agosto deste ano em relação ao mesmo mês de 2019. Um percentual que ficou acima da média da região Sudeste, de ‐1,76%, e acima da média nacional, ‐1,52%. 

Um dado interessante da pesquisa é sobre a faixa etária do devedor. O número de devedores com participação mais expressiva em Divinópolis no mês de agosto foi o da faixa de 30 a 39 anos, com 24,85%. 

Números 

O fator positivo é que os consumidores deixaram de adquirir novas dívidas, no entanto, os dados mostram que não estão conseguindo arcar com as já existentes. Em agosto de 2020, o número de débitos em atraso de moradores da cidade foi de ‐0,47%, em relação a agosto de 2019. Na passagem de julho para agosto, esse valor caiu ‐1,10%. 

Os bancos têm a participação mais expressiva do número de dívidas em atraso, em agosto na cidade, com cerca de 45,25% do total, seguido pelo setor da comunicação, 19,07%, e em terceiro o comércio, com 13,56%.

A reportagem conversou com a empresária Cláudia Silva, para saber como anda o comércio após as flexibilizações durante a pandemia.

— No meu caso as vendas estão dentro do esperado, mesmo não sendo as que a gente gostaria de registrar.  Mas, aos poucos, o consumidor vai voltando a consumir. Quanto aos atrasos, estão normais em relação a igual período do ano passado — avaliou a empresária.

Cartões

Como se viu acima, o setor bancário foi o que mais sofreu com as inadimplências dos divinopolitanos e em grande parte, como em outras ocasiões, o fato de o dinheiro de plástico estar presente na carteira de muitos consumidores pode ser a principal explicação para os números.

— Depois da reabertura em sua totalidade dos bares, inclusive com apresentações musicais, o movimento cresceu e deve crescer ainda mais. E o que notei também foi que muitos clientes que antes pagavam com dinheiro agora estão usando o cartão de crédito para fazê-lo — disse o empresário Paulo Santos.   

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