CPI que irá investigar áudios envolvendo Galileu é nomeada

Pollyanna Martins 

Como adiantado pelo Agora, a nomeação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar os áudios apresentados por Marcelo Máximo de Morais, mais conhecido como Marcelo Marreco, ex-aliado do prefeito Galileu Machado (MDB), foi publicada ontem no Diário Oficial dos Municípios Mineiros. O presidente da Câmara, Adair Otaviano (MDB), designou para a comissão os vereadores Ademir Silva (PSD); Edson Sousa (MDB), autor do requerimento; Josafá Anderson (PPS); Raimundo Nonato (PDT); e Renato Ferreira (PSDB).

O artigo 98 do Regimento Interno da Câmara determina o prazo de 120 dias para a conclusão das investigações. O prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias, caso solicitado ao presidente da Casa. Marcelo entregou aos vereadores a cópia de um CD, com a gravação de uma suposta ligação feita entre ele e o prefeito, no dia 24 de abril, após usar a Tribuna Livre.

No suposto telefonema, Galileu oferece um cargo comissionado para seu ex-aliado e afirma que ele não precisaria trabalhar. Além da gravação, Marreco apresentou cópia da sua nomeação, que seria feita por meio do Decreto 12.914, já assinado pelo prefeito e pelo secretário municipal de Governo, Roberto Antônio Ribeiro Chaves. Logo após a repercussão do áudio, o ex-aliado de Galileu procurou o Agora e disponibilizou novos áudios.

Nas novas gravações, Marcelo conversa supostamente com o editor do Divinews, Geraldo Passos. Nos supostos telefonemas, Geraldo tenta convencer o ex-aliado de Galileu a não usar a Tribuna Livre e afirma que o seu cargo comissionado já estaria sendo providenciado na Prefeitura. Em um segundo áudio, o editor do Divinews informa para Marreco que o ex-assessor especial de governo, Fausto Barros, iria procurá-lo e diz a ele quanto seria o seu salário no Poder Executivo.

 Comissão 

A CPI para investigar os áudios é a terceira nomeada na Câmara. Com isso, nenhuma outra Comissão Parlamentar de Inquérito poderá ser instaurada, uma vez que o Regimento Interno autoriza apenas três CPIs ao mesmo tempo. Já está em andamento a CPI da UPA e a que investigará os gastos com publicidade do Poder Executivo e Legislativo, criada na semana passada.

 Posicionamentos

Ao Agora o ex-assessor especial de Governo, Fausto Barros, negou qualquer envolvimento na suposta nomeação de Marcelo Marreco. Disse que as informações são inverídicas, que não havia procurado ninguém e que não tinha nada a ver com o caso. Geraldo Passos disse, em nota que, como jornalista, não tinha nenhuma participação na nomeação de ninguém e que tal função só é exercida por quem de direito pode fazê-lo.

 

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