CPI das gravações de Galileu aguarda encerramento na Câmara

Comissão, instaurada em 2018, deve ser concluída nas próximas semanas; atraso barra novas investigações

Bruno Bueno

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou possíveis irregularidades do ex-prefeito de Divinópolis, Galileu Machado (MDB), na negociação de um cargo no Executivo ainda aguarda encerramento na Câmara. A CPI, instaurada em maio de 2018, analisou as gravações entregues pelo ex-aliado do prefeito Marcelo “Marreco” que supostamente mostram a intenção de Galileu em oferecer um cargo comissionado a Marreco que, segundo o político, ‘‘não precisaria trabalhar”.  Diversas oitivas foram realizadas para ouvir os envolvidos.

Três anos depois do início da investigação, a CPI deve ter seu encerramento burocrático nas próximas semanas. A informação foi concedida pelo presidente da Câmara, Eduardo Print Júnior (PSDB).

Novos membros

A portaria nº 174/2021, instaurada no último dia 29 de junho, foi editada para designar os vereadores que compõem a Comissão. Ademir Silva (MDB), Edsom Sousa (CDN), Josafá Anderson (CDN), Israel da Farmácia (PDT) e Rodrigo Kaboja (PSD) foram escalados para encerrar burocraticamente a CPI. 

— A Comissão Parlamentar de Inquérito terá o prazo de até 120 dias para conclusão de seus trabalhos — afirmou a Portaria que teve a assinatura de Print Júnior.

Segundo informações do líder do governo, Edsom Sousa, Ademir foi instituído como presidente da Comissão em reunião na última semana. Rodrigo Kaboja será o relator do encerramento burocrático. 

Impasse

O atraso no encerramento da CPI criou um impasse no Legislativo. Segundo o Regimento Interno, apenas três Comissões Parlamentares de Inquérito podem ser instauradas ao mesmo tempo. Com as CPIs da UPA e do São João de Deus já em vigor, a espera da antiga pauta está inviabilizando a chegada de outras comissões ao plenário.

Duas investigações em andamento estão aguardando a conclusão da CPI dos Áudios. A primeira trata de irregularidades no processo de exumação dos corpos no Cemitério da Paz, que desabou em janeiro do ano passado. Uma Comissão Especial já foi instaurada para investigar os fatos.

Mais cotada

No entanto, a investigação mais cotada para substituir a CPI das gravações diz respeito à compra de vans do Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) que estavam em um lote que supostamente pertence ao deputado federal Léo Motta (PSL). 

A informação foi divulgada por uma rádio de Belo Horizonte e o presidente da Câmara, Eduardo Print Júnior (PSDB), sinalizou a intenção de instaurar o processo investigativo. 

 

Legenda: Em 2018, diversas oitivas foram realizadas para investigar o caso. (Foto: Divulgação/CMD)



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