CPI da Copasa pode ser prorrogada

 

 

Ricardo Welbert 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta na Câmara de Divinópolis para apurar indícios de irregularidades na prestação de serviços pela Companhia de Saneamento (Copasa) no município, prevista para terminar no próximo dia 15, pode ser prorrogada por mais 60 dias. De acordo com o presidente da CPI, Sargento Elton (PEN), a Prefeitura atrasou os envios de alguns documentos, mas o governo nega.

O prazo original da CPI é de 120 dias. Mas, de acordo com o presidente, o atraso no recebimento dos documentos, considerados como imprescindíveis, motiva o pedido de prorrogação.
— Apesar do grande empenho dos integrantes da CPI, é preciso prorrogar o prazo para que ela possa efetivar sua missão constitucional. Ainda existem algumas diligências a serem feitas. Documentos a serem solicitados e que são imprescindíveis para que a comissão possa apresentar resultados concretos à sociedade — disse Elton.

O pedido foi feito no plenário ao presidente da Câmara, Adair Otaviano (MDB).

— Que seja submetido ao plenário a prorrogação por mais 60 dias, uma vez que o prazo foi suspenso no recesso parlamentar e tendo em vista que chegaram documentos atrasados por parte da Prefeitura, que tem demorado até três meses para enviar documentos solicitados pela CPI — pediu Elton.

Logo após, Adair pediu que o presidente da CPI faça o pedido por escrito, para que ele conste nos anais da Casa.

 Estranheza 

Procurado pelo Agora, Elton afirmou que o colega se equivocou, pois já havia apresentado o pedido por escrito.

— Tudo o que eu peço é que seja concedido esse reajuste no prazo. O relatório final já estava quase pronto quando documentos importantes chegaram de última hora. Preciso analisar todo esse material. Creio que esse trabalho nem dure os 60 dias. Acredito que a conclusão a que chegaremos poderá ser apresentada logo após o carnaval — frisou o vereador à reportagem.

Procurada pelo Agora, a assessoria de comunicação da Prefeitura informou que o envio à Câmara de documentos solicitados ao governo pela CPI “segue o trâmite normal”.

 

 

 

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