Correndo do pau

 O vereador Dr. Delano (MDB) foi ferino ao chamar de covardes os vereadores que viajaram, adoeceram, se ausentaram do plenário ou se abstiveram de votar o projeto do nepotismo. Mostrou atitude de verdadeiro representante do povo e, assim, vai se desgarrando de uma espumalha que promete tudo e não faz nada, pois corre do pau ao invés de tomar atitude coerente com o cargo.

No seu segundo mandato, com uma votação crescente que, na verdade, mostra que foi aprovado, Delano será candidato a prefeito nas próximas eleições. Com o discurso atual, dificilmente terá competidor para lhe fazer frente, já que os possíveis candidatos já passaram a vez e o povo precisa de quem gosta de falar a verdade e não tem medo.

Outro vereador que tem postura correta e que sempre posta o que faz através das mídias sociais é Cleitinho (PPS), mas ele ainda é jovem na política, pode até ser eleito a deputado e, se não o for, faria uma boa dobradinha com Delano, os dois que no jargão popular “não têm papas na língua”.

Os vereadores que faltaram ou se ausentaram pelos diversos motivos alegados deveriam ter feito como outros políticos sabidos: iriam até de maca (se doente estivessem) para votar. Viajar ou ir a uma audiência com o prefeito, com um projeto em pauta repudiado pelo povo que representa, é fugir do pau, voar... voar... voar, como Delano frisou.

Este diário está fazendo o levantamento dos prejuízos que o projeto de Kaboja (PSD) — quanta idiotice! — pode causar ao município e vigilante quanto às futuras nomeações dos parentes dos vereadores “mais chegados” e no fundo o que o autor do projeto realmente quer.

O fato mais importante é que nada disso precisava ter acontecido, não fosse a nomeação de Cláudia de Abreu Machado para o cargo de Secretária de Obras, ela que é filha do prefeito Galileu Machado (MDB). Não que ela não tenha conhecimento ou não mereça, mas sim pelo parentesco explícito, não ilegal, mas à vista de qualquer um, imoral.

Os vereadores Ademir Silva (PSD), César Tarzan (PP), Nego do Buriti (PEN), Renato Ferreira (PSDB), Zé Luiz da Farmácia (PMN) — de quem se tinha muita esperança em boas soluções políticas — e Adair Otaviano (MDB) assinaram o projeto e, portanto, todos eram favoráveis. Peitudos, e realmente representantes da opinião do eleitorado, foram Dr. Delano, Cleitinho, Edson Sousa (MDB) e Raimundo Nonato (PDT). Os ausentes Sargento Elton (PEN) e Janete Aparecida (PSD) estão no meio da grande decepção, pois deles também se esperava muito para o futuro político da cidade. A abstenção de Print Jr. (SD) não merece comentários especiais, porque ele disse que não era nem contra nem a favor, o que não deixa de ser inédito. Perdeu preciosos pontos políticos para ganhar não se sabe o quê, ou atender não se sabe quem.

O jogo político se desenrola com desenvoltura. Os vereadores criticados irão ficar com raiva do jornal e de outros meios de comunicação. Isto não faz a menor diferença, pois diferença faz quem sempre age de forma coerente. Palmas aos quatro mosqueteiros Delano, Cleitinho, Edson e Raimundo Nonato. Esses nomes serão bem lembrados no futuro.

 

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