Coronavírus em Divinópolis: sete crianças estão internadas

Da Redação

O boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) nesta sexta-feira, 29, traz que sete crianças estão internadas em Divinópolis, sendo três em UTIs e quatro em enfermarias.

Nas últimas 24h, foram registrados 288 novos casos suspeitos de coronavírus.

Mês

Em Divinópolis, o mês de janeiro ultrapassou dezembro e registra o maior número de casos suspeitos e confirmados de coronavírus desde o início da pandemia.

Apenas em janeiro, foram registradas 8.451 suspeitas, contra 7.778 em dezembro.

Em relação os casos confirmados, houve 1.694 neste mês, contra 1.446 no anterior.

Piores indicadores

Além dos números de casos suspeitos e confirmados, janeiro tem outros indicadores que também são os piores desde o início da pandemia. 

O mês tem o maior número de óbitos: foram registradas 35 mortes em decorrência da covid-19 apenas em janeiro, contra 22 em dezembro.

A média de internações deste mês também é a pior já registrada desde o início da pandemia: 76 hospitalizações no setor de enfermaria e 57 em UTIs. Até então, o recorde era também de dezembro, com 55 e 45, respectivamente.

O mês de janeiro ainda tem as maiores médias diárias de casos confirmados e suspeitos. São cerca de 291 novas suspeitas registradas por dia e 58,4 confirmações – em dezembro, esses números eram de 251 e 46,6, respectivamente.

Boletim

Ainda de acordo com o boletim divulgado pela Semusa, a cidade tem 35.345 notificações de suspeitas.

A taxa de testagem dos casos suspeitos, no entanto, é de apenas 21,17% e a maioria tem resultado positivo.

Assim, das 35.345 suspeitas, somente 7.485 foram testadas: 5.633 casos foram confirmados – sendo 5.041 recuperados –, 1.835 descartados e 17 em análise.

A taxa de isolamento está em 36%, já a de letalidade da covid-19 marca 2,40%. O ritmo de contágio é de 1,13, o que significa que cada grupo de 100 pessoas contaminadas transmite o vírus para outras 113.

Ocupação

Veja abaixo a ocupação de cada setor no SUS e na rede suplementar.

Leitos de UTI

  Quantidade de leitos Ocupados Percentual de ocupação Disponíveis
Particular 43 29 67,4% 14
SUS 50 28 56,0% 22
Total 93 57 61,3% 36

Leitos de enfermaria

  Quantidade de leitos Ocupados Percentual de ocupação Disponíveis
Particular 71 42 59,2% 29
SUS 56 35 62,5% 21
Total 127 77 60,6% 50

Mortes

Em janeiro já foram registradas 35 mortes por coronavírus e o mês é o mais letal desde o início da pandemia.

Dezembro teve 22 óbitos, seguido por agosto, com 18.

— Isso acaba sendo reflexo do grande aumento do número de casos que nós estamos observando nas últimas semanas. Então, quanto mais casos nós registramos, mais casos ativos possivelmente temos na cidade, mais pessoas com critério para as formas grave estão sendo expostas, mais pacientes graves na UTI e, é claro, um maior registro do número de óbitos — explicou a médica infectologista Rosângela Guedes, que atua nos hospitais São Judas e Complexo de Saúde São João de Deus.

Embora a doença seja apontada como de baixa letalidade – marcando 2,58% atualmente em Divinópolis –, essa taxa pode ser maior dependendo de alguns fatores.

— A taxa é calculada com o número de óbitos que acontece com relação ao número de casos confirmados. Mas o que as pessoas precisam entender é que essa taxa de letalidade baixa é quando eu tomo o montante de todos os pacientes infectados. Quando a gente vai considerar pacientes acima de 60 anos, essa taxa é muito superior, chega a ser mais de 14%, em pacientes com 80 anos mais de 80% — ressaltou a médica.

Rosângela Guedes destacou que o número de mortes pode ser maior do que o registrado nos boletins.

— Esse número é até subestimado, porque muitos pacientes estão evoluindo para óbito, com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que nós sabemos se tratar de uma condição de coronavírus,mas que a gente não consegue confirmar o diagnóstico antes do óbito, seja porque não houve tempo hábil para coleta do exame ou porque o exame inicial veio negativo, e exames negativos não invalidam o diagnóstico de infecção pelo coronavírus — explicou.

A maior parte das mortes é registrada entre pacientes com mais de 60 anos ou com comorbidades, no entanto, há registros de óbitos de jovens e até mesmo de crianças.

— O registro de óbitos de crianças em Divinópolis foram de crianças não do município, mas que foram assistidas aqui, de cidades vizinhas — afirmou a médica.

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