Coronavírus: em 24h, Divinópolis registra mais de 400 casos suspeitos

Da Redação

Divinópolis registrou 433 novos casos suspeitos de coronavírus em 24h.

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) nesta sexta-feira, 22, a cidade tem 33.409 notificações de suspeitas. A taxa de testagem dos casos suspeitos, no entanto, é de apenas 20,79% e a maioria tem resultado positivo.

Assim, das 33.409 suspeitas, somente 6.947 foram testadas: 5.126 casos foram confirmados – sendo 4.569 recuperados –, 1.804 descartados e 17 em análise.

A taxa de isolamento está em 36%, já a de letalidade da covid-19 marca 2,54%. O ritmo de contágio é de 1,12, o que significa que cada grupo de 100 pessoas contaminadas transmite o vírus para outras 112.

Janeiro

O mês de janeiro já tem alguns dos piores indicadores desde o início da pandemia. 

Nos 22 dias deste mês, já foram registradas 29 mortes em decorrência da covid-19, contra 22 óbitos de dezembro.

A média de internações deste mês também é a pior já registrada desde o início da pandemia: 76 hospitalizações no setor de enfermaria e 56 em UTIs. Até então, o recorde era também de dezembro, com 55 e 45, respectivamente.

O mês de janeiro ainda tem as maiores médias diárias de casos confirmados e suspeitos. São cerca de 296 novas suspeitas registradas por dia e 54 confirmações – em dezembro, esses números eram de 251 e 46,6, respectivamente.

Apenas nos 22 dias de janeiro, já houve 6.515 novos casos suspeitos e 1.187 confirmados. Nesses indicadores, o mês ainda aparece atrás de dezembro, que teve 7.778 suspeitas e 1.446 confirmações.

Ocupação

Há quatro crianças internadas em UTIs. Veja abaixo a ocupação de cada setor no SUS e na rede suplementar.

Leitos de UTI

  Quantidade de leitos Ocupados Percentual de ocupação Disponíveis
Particular 44 24 54,5% 20
SUS 50 31 62,0% 19
Total 94 55 58,5% 39

Leitos de enfermaria

  Quantidade de leitos Ocupados Percentual de ocupação Disponíveis
Particular 71 40 56,3% 31
SUS 56 32 57,1% 24
Total 127 72 56,7% 55

Mortes

Mais duas mortes foram confirmadas nesta sexta-feira e a cidade chegou a 130 óbitos em decorrência da covid-19.

Nos 22 dias de janeiro já foram registradas 29 mortes por coronavírus e o mês é o mais letal desde o início da pandemia.

Dezembro teve 22 óbitos, seguido por agosto, com 18.

— Isso acaba sendo reflexo do grande aumento do número de casos que nós estamos observando nas últimas semanas. Então, quanto mais casos nós registramos, mais casos ativos possivelmente temos na cidade, mais pessoas com critério para as formas grave estão sendo expostas, mais pacientes graves na UTI e, é claro, um maior registro do número de óbitos — explicou a médica infectologista Rosângela Guedes, que atua nos hospitais São Judas e Complexo de Saúde São João de Deus.

Embora a doença seja apontada como de baixa letalidade – marcando 2,58% atualmente em Divinópolis –, essa taxa pode ser maior dependendo de alguns fatores.

— A taxa é calculada com o número de óbitos que acontece com relação ao número de casos confirmados. Mas o que as pessoas precisam entender é que essa taxa de letalidade baixa é quando eu tomo o montante de todos os pacientes infectados. Quando a gente vai considerar pacientes acima de 60 anos, essa taxa é muito superior, chega a ser mais de 14%, em pacientes com 80 anos mais de 80% — ressaltou a médica.

Rosângela Guedes destacou que o número de mortes pode ser maior do que o registrado nos boletins.

— Esse número é até subestimado, porque muitos pacientes estão evoluindo para óbito, com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que nós sabemos se tratar de uma condição de coronavírus,mas que a gente não consegue confirmar o diagnóstico antes do óbito, seja porque não houve tempo hábil para coleta do exame ou porque o exame inicial veio negativo, e exames negativos não invalidam o diagnóstico de infecção pelo coronavírus — explicou.

A maior parte das mortes é registrada entre pacientes com mais de 60 anos ou com comorbidades, no entanto, há registros de óbitos de jovens e até mesmo de crianças.

— O registro de óbitos de crianças em Divinópolis foram de crianças não do município, mas que foram assistidas aqui, de cidades vizinhas — afirmou a médica.

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