Copasa não tem licença para tratar água em Divinópolis, apura CPI

Ricardo Welbert

Representantes de órgãos ambientais foram ouvidos durante a tarde desta segunda-feira (9) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta na Câmara de Divinópolis para apurar denúncias de irregularidades nos serviços prestados pela Companhia de Saneamento (Copasa) no município.

Na avaliação do vereador Sargento Elton (PEN), a declaração mais importante foi dada pelo representante da Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram), Rafael Teixeira. Segundo ele, a Copasa não tem licenciamento para tratar água na cidade. Possui apenas outorga. 

Procurada pelo Portal Agora, a Copasa ainda não comentou a informação. Sobre a CPI, comentou anteriormente que "sempre prestou e continuará prestando todas as informações necessárias para esclarecer as questões relativas a prestação dos serviços de abastecimento de água e do esgotamento sanitário em Divinópolis".

A reunião

Foram convidados servidores da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae/MG), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Instituto Estadual de Florestas (IEF) e da Supram.

Apenas a Arsae/MG não enviou representante. Procurada pela reportagem para comentar a ausência, o órgão ainda não havia respondido até as 18h.  

É a primeira reunião pública da CPI, no plenário da Câmara.

próximo passo da CPI, que ainda não teve data marcada, deverá ser o de entrevistas com ex-prefeitos de Divinópolis. Dentre eles Vladimir Azevedo (PSDB), que assinou contratos com a companhia durante a gestão dele, de 2009 a 2016.

A cobertura completa da primeira reunião da CPI, com as informações fornecidas por cada um dos convocados, estará na edição impressa do Agora nesta terça-feira, 10.

 

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